domingo, janeiro 14, 2007

Passeio no fim de semana (3)

Saímos da margem da baía de Töölö, atravessamos a rua e fomos andando em direção ao Estádio Olímpico. Assim que chegamos perto do estádio, vimos o Sports Hall, que agora é um centro de recreação, mas antes era um lugar para feiras e comércio. Não tiramos nenhuma foto desse lugar porque estávamos um pouco distantes e para tirar essa foto tínhamos que chegar bem perto. Fica para a próxima vez. Continuamos o nosso passeio, vimos a estátua de Paavo Nurmi (1897-1973) que fica na frente do estádio. Ele é um dos grandes corredores da Finlândia. Eu e Lu ficamos surpresos pois achávamos que era só um corredor que participou dos jogos olímpicos. Que nada! Ele foi muito bom, quebrou vários recordes, ganhou nove medalhas olímpicas de ouro e três de prata, o que torna ele um dos atletas que ganhou mais medalhas de ouro da história dos jogos olímpicos (junto com Carl Lewis, Mark Spitz e Larissa Latynina). Um dia me disseram que os finlandeses tem pelo menos um representante em cada esporte, que eles tem coragem de competir e se esforçam para conseguir ganhar alguma coisa. No futebol eles não são tão bons como os brasileiros, mas como eu disse eles se esforçam.


Estátua de Paavo Nurmi


Depois de ver a estátua de Paavo Nurmi, fomos ver o Estádio Olímpico. Esse estádio começou a ser construído em 1930, foi interrompido por causa da guerra e concluído em 1952 para os Jogos Olímpicos. Do lado do estádio tem uma torre de 72 metros de altura, lá de cima você tem a vista para Helsinki e para o mar. Deve ser bonito, nós não fomos, mas da próxima vez a gente toma coragem e vai lá em cima para ver como é. Dentro do estádio tem um museu dos esportes finlandeses, a gente não foi lá também, mas já está prometido!


Estádio Olímpico (do lado esquerdo, a torre)


Fomos andando ao lado do estádio e vimos outra estátua, a estátua de Lauri Pihkala (1888-1919), um famoso incentivador do esporte finlandês, dizem que ele é o pai do baseball finlandês e que desenvolveu vários jogos. Não achei muita coisa a seu respeito em inglês ou português, mas eu desconfio que ele foi uma pessoa muito importante para o esporte em geral.


Estátua de Lauri Pihkala


Mais adiante, entramos em um lugar com uma casa e na frente da casa tem um jardim muito bonito. Essa casa é chamada de City Winter Garden, é uma estufa com plantas e flores do mundo todo. Tem plantas até do Brasil, mais especificamente, da caatinga. Esse tipo de vegetação não existe por aqui, esse é o motivo deles terem importado, colocado em uma estufa e, provavelmente, estão estudando todas essas plantas de mais perto. Minha mãe iria adorar esse lugar!


City Winter Garden


Eu na frente do jardim do City Winter Garden


Lu na frente da entrada do City Winter Garden


Quando você entra na casa, você sente logo a calma, a tranquilidade do lugar. É quente, acolhedor, bem colorido, muito verde, flores e frutos. Além disso, no fundo você pode ouvir uma música leve, é um lugar perfeito para conversar, ler um livro e ficar de bobeira, sentado na cadeira só curtindo o lugar. É apaixonante, foi difícil sair de lá, vamos voltar com certeza!


Eu dentro do City Winter Garden


Lu dentro do City Winter Garden


Dentro do City Winter Garden


Saímos do City Winter Garden, atravessamos a rua e voltamos para a margem da baía de Töölö. Andamos mais um pouco, saímos da baía de Töölö e pegamos uma passarela que passava por cima dos trilhos dos trens. Logo que saímos da passarela vimos o Teatro da Cidade e uma estátua de Thalia e Pégasus em frente ao Teatro.


Estátua de Thalia e Pegasus


Logo adiante, à margem da baía de Eläntarha, vimos um monumento em homenagem a primeira ministra do parlamento finlandês, Miina Sillanpää (1866-1952). Ela foi eleita em 1907 e trabalhou como membro do parlamento um total de 38 anos. O papel da mulher aqui na Finlândia é muito forte, a mulher é muito respeitada em qualquer profissão. A Finlândia construiu isso durante a sua história, em outro post eu conto mais sobre isso.


Baía de Eläntarha


Monumento em homenagem a Miina Sillanpää


Depois disso, fomos almoçar no Rosso, a comida estava muito boa, a sobremesa estava uma delícia!


Maçã cozida com sorvete de creme


Pagamos a conta e continuamos nosso passeio. Percebi que estávamos em Hakaniemi, perto dos mercados de imigrantes. Por isso que é sempre bom conhecer a cidade a pé, você começa a entender onde está cada lugar e a distância entres eles. No caminho, vimos uma estátua de dois boxeadores, não tinha nada escrito da estátua e o livrinho também não dizia nada. Muito estranho.


Os boxeadores


Seguimos nosso roteiro e entramos no parque de Kaisaniemi. Nesse parque tem outra casa de estufa, só que quando chegamos já estava de noite e não deu para visitar, mas iremos voltar, esse parque deve ser bonito na primavera, "fica para um outro dia".
Lá tinha outras estátuas e bustos mas não conseguimos tirar uma foto que prestasse, já estava muito escuro. Saímos do parque e chegamos na pista de gelo que fica atrás (ou do lado) da Railway Station. Ficamos um tempo lá olhando as pessoas patinarem. Acho que só vamos patinar mesmo com uma pessoa que já sabe, não dá para eu e Lu patinar sozinhos, sem saber patinar, vai ser um show de caídas, vai ser engraçado mas nada agradável e, além disso, não aprenderemos nada. Depois voltamos para nossa casa e enfim, terminamos o roteiro 2 do livrinho.
O passeio foi bom, vamos fazer com certeza os outros números, estamos esperando um dia bom para fazer os números restantes. Esse fim de semana está nevando e ventando muito, talvez o próximo.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Passeio no fim de semana (2)

Depois de ver a imensidão do prédio do Parlamento finlandês seguimos o nosso passeio. A próxima estátua que vimos fica ao lado do Parlamento. Essa estátua é do quarto presidente da Finlândia Kyösti Kallio (1873-1940) e foi feita no ano de 1962. Perceberam que o segundo presidente nem teve a sua estátua? Por que será?
Kyösti Kallio presidiu de 1937 a 1940 e durante a Guerra de Inverno, entre a Finlândia e a Rússia, ele resistiu à idéia de ceder qualquer território a Rússia. No entanto, em 1940, foi forçado a assinar o acordo de paz com a Rússia e teve que ceder alguns territórios finlandeses. Isso marcou o fim da Guerra do Inverno. Antes de ser presidente ele fez uma lei chamada "Lex Kallio" que permitia que o estado comprasse terras para encorajar novos assentamentos. Notaram que ele não foi presidente durante 6 anos como os outros? Em 1940, ele sofreu um sério golpe e o primeiro ministro, Risto Ryti, assumiu a presidência. Não entendo como isso pode acontecer, eu imagino que um dia ele estava distraído e, ops, perdeu o mandato. :)
Sei que não deve ter sido tão simples assim, acho que só vendo uma situação parecida para entender como isso pode ter acontecido.


Kyösti Kallio, quarto presidente da Finlândia


Quando atravessamos a rua depois de ter visto a estátua de Kallio, descobrimos onde fica o bar/restaurante Storyville. Já tínhamos lido sobre esse bar e dizem que tem bons shows de jazz, um dia vamos entrar para conhecer. Enquanto isso não acontece, vejam a foto da entrada.


Entrada do bar Storyville


Voltamos para o livrinho para saber onde nós estávamos e o que estava para vir. Bem perto do Storyville tem o Museu Nacional (1906) e em frente ao museu tem uma estátua de um urso. Tudo muito bonito! Li no livrinho que esse museu tem achados arqueológicos, arte religiosas, materiais etnológicos e mobílias antigas. Não tivemos tempo para entrar no museu, fica para um outro dia. Acho que a lista do "fica para um outro dia" está aumentando, mas enfim, temos tantos dias ainda na Finlândia que por enquanto não precisamos nos preocupar com isso.


Museu Nacional


Lu na frente do Museu Nacional (embaixo da estátua do urso)


Atravessamos a rua e vimos o Finland Hall, um centro de concertos e congressos que foi desenhado por Alvar Aalto, um famoso arquiteto finlandês.
Seguimos nosso passeio andando pelo parque que fica à margem da baía de Töölö. Esse parque deve ser bonito na primavera, agora está tudo muito cinza, sem cor, e as árvores sem folhas, uma paisagem triste. Com certeza deve ser mais bonito na primavera, já é um passeio certo na nossa agenda!


Finland Hall


Parque à margem da baía de Töölö


Parque à margem da baía de Töölö


Pato na baía de Töölö


Continuamos andando pela margem da baía de Töölö e seguindo o percusso pelo livrinho. O próximo lugar que vimos foi o Finnish National Opera. Não consegui achar uma tradução que ficasse legal, por isso deixei em inglês mesmo. A primeira ópera foi em 1993, bem recente. Atrás do prédio tem um anfiteatro ao ar livre, acho que no verão, ele deve ter mais utilidade, nesse frio não é nada agradável ficar sentado no chão frio e com o vento batendo em nossos rostos.


Finnish National Opera


Depois saímos da margem do Töölö e seguimos em direção ao Estádio Olímpico. Amanhã eu continuo contando como foi o final do passeio, acho que o post já está grande o suficiente, vou parar por aqui.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Passeio no fim de semana (1)

Quando Salete esteve aqui ela pegou no ponto de informação para turistas que fica perto da praça Esplanadi um livrinho que tem 6 circuitos para fazermos a pé por Helsinki. No sábado passado, fizemos o circuito 2 do livrinho que vai da Railway Station até o Töölö.
Pegamos um ônibus para o Kamppi e começamos o nosso passeio. Fizemos o circuito ao contrário, mas isso não foi problema, deu tudo certo. Saímos do Kamppi pela saída que dá acesso a avenida Mannerheimintie. Aquele prédio baixinho que fica na frente do Kamppi era uma estação de ônibus, que foi concluída em 1832. Acho que hoje está desativada, nunca vi nenhum ônibus parado lá. Sempre que passo por lá vejo algumas exposições ao ar livre no lugar onde os ônibus paravam, é muito bom ter isso a nossa disposição, a cidade fica mais bonita. Na foto abaixo dá pra ter uma noção do que eu acabei de falar.


Estação de ônibus (1832)


Passamos bem rapidinho por lá, só o tempo para tirar uma foto. É um lugar que a gente sempre passa, outro dia podemos ver com mais calma, mas foi bom saber qual era a sua função.
Atravessamos a avenida Mannerheimintie em direção a uma estátua de um cavaleiro. Essa estátua é do Field Marshal C. G. E. Mannerheim montado em seu cavalo. Mannerheim foi o comandante do exército finlandês durante a Segunda Guerra Mundial. É por isso que essa avenida se chama Mannerheimintie, agora sim, tudo ficou mais claro.


Estátua do comandante Mannerheim (1870-1956)


Atravessamos de volta a avenida Mannerheimintie e vimos um monumento bem bonito que nos chamou a atenção, não constava no nosso livrinho, mas como era caminho a gente foi dar uma olhadinha no que se tratava. Era um monumento em homenagem aos 100 anos de democracia da Finlândia (1906-2006), são muitos anos de democracia, né? Fiz uma pesquisa rápida no google para saber quantos anos o Brasil tem de democracia, já que o Brasil é o meu país de referência. Descobri que o Brasil foi um país democrático de 1946 a 1964, até o golpe militar. Após o fim da ditadura militar em 1985, o Brasil voltou a ser um país democrático e isso se mantém até hoje. Então, façam as contas comigo: (1964 - 1946) + (2007-1985) = 40 anos de democracia. Então dá para perceber que 100 anos não é pouco tempo.


Monumento em homenagem aos 100 anos de democracia finlandesa


Seguimos o nosso passeio e logo avistamos o Parlamento da Finlândia, é uma construção gigante e muito bem trabalhada! Foi construído entre 1925 e 1931 e no livrinho tem escrito que utilizaram os melhores materiais. Não entramos no Parlamento, mas acho que deve ser muito bonito. Quem sabe um dia a gente vai lá assistir uma sessão plenária? Com o nosso vasto finlandês, nós vamos entender tudo com certeza! :)


Eu na frente do Parlamento da Finlândia


Na frente do Parlamento tem duas estátuas. Uma estátua do presidente P. E. Svinhufvud (1861-1944) feita em 1961, ele foi o terceiro presidente da Finlândia, presidiu de 1931 até 1937. A outra estátua é do primeiro presidente da Finlândia K. J. Ståhlberg (1865-1952) feita em 1959, ele foi presidente de 1919 até 1925. Eu entendo porque fizeram a estátua de Ståhlberg, ele foi o primeiro presidente, mas qual foi o motivo para fazer a estátua de Svinhufvud? Li que ele foi o primeiro ministro do segundo presidente da Finlândia (Relander), quando foi presidente indicou Mannerheim para ser o presidente do conselho de defesa da Finlândia e que combateu os movimentos comunistas. Será se foi por essas coisas? Não sei...


Svinhufvud, presidente da Finlândia


Ståhlberg, primeiro presidente da Finlândia


No Brasil, o primeiro presidente foi Deodoro da Fonseca. Em 15 de novembro de 1889, ele proclamou a república brasileira e presidiu desse dia até 23 de novembro de 1891. Agora você descobriu o porquê do feriado de 15 de novembro, não foi? Não precisa ter vergonha por não saber, tem muita gente que também não sabe os significados de cada data comemorada no Brasil. São muitos feriados, tudo bem, mas acho que devemos saber um pouquinho mais do que somente ficar feliz porque é um dia livre. Eu sei algumas datas e o porquê de algumas, fui obrigada a decorar quando era criança. Hoje, minha visão sobre a história do Brasil e de outros países, como a Finlândia, mudou. Eu não leio mais por obrigação, já que não tem ninguém me obrigando e não tenho nenhuma prova para fazer a respeito disso. Leio por curiosidade para saber como foi a história do Brasil e da Finlândia, comparo as datas dos dois países, procuro saber o que estava acontecendo no Brasil quando um evento importante aconteceu na Finlândia e assim, posso entender um pouco sobre a cultura de cada país e compreender as diferenças de cada povo. Isso é legal, eu aprendo muito sobre os dois países.

Ah! Não pensem que sei todas essas informações, meus conhecimentos históricos sobre a Finlândia e o Brasil ainda são muito superficiais. Enquanto escrevia esse post, tinha o wikipedia me ajudando e de vez em quando o google, é claro! Com esse post aprendi mais um pouquinho da história dos dois países, amanhã continuo escrevendo como foi o resto do passeio e, se for possível, farei algumas comparações da história dos dois países.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Aos nossos familiares e aos nossos grandes amigos e amigas

Esqueci de mencionar no último post, no dia 28.12 que quando chegamos em casa, eu e Lu tivemos uma maravilhosa surpresa: duas cartas de dois grandes amigos, uma de Livinha e a outra de Maurício (Maurix). Ficamos muito felizes, é muito bom receber esse carinho mesmo estando tão longe. Sentamos no banco perto da porta, abrimos com todo o cuidado, fomos lendo e deliciando as duas cartas. Que maravilha! Valeu meus amigos! Eu e Lu agradecemos a atenção e o cuidado de vocês, de verdade! Não podia deixar de registrar isso, agora vou continuar do dia que parei no último post.

No primeiro dia do ano de 2007, Lu e Alele acordaram bem cedinho e foram para a estação de trem de Helsinki. Alele iria pegar o trem para Tampere e de Tampere pegaria o avião para Dublin. Lu fez questão de deixá-lo na porta do trem. Mais tarde Lu voltou para casa e fomos tomar o nosso café da manhã. Ficamos a tarde de bobeira em casa, vendo filmes, comendo besteiras, almoçamos e embalamos os presentes que estávamos mandando para o Brasil. De noite ajudamos Salete a arrumar a mala dela e tivemos notícias de Alele. Deu tudo certo com a viagem e ele já estava em casa. Depois dessa notícia, fomos ver mais alguns CSI e depois dormimos.

Na madrugada do dia 02.01, Salete viajou para Portugal, foi encontrar com Joaquim, o namorado dela. Estava muito ansiosa com medo do táxi não aparecer, mas deu tudo certo o táxi apareceu na hora exata, bem pontual. Mais tarde, ela ligou dizendo que já estava com Joaquim e que tinha feito uma ótima viagem. Nesse dia, eu e Lu acordamos às 10h e fomos no banco em Helsinki resolver algumas pendências. Tudo resolvido no banco, fomos almoçar juntos. Depois do almoço, ele voltou para o trabalho e eu para a casa.

A vinda de Salete e de Alele foi muito boa para gente, nos deu força para continuar aqui na Finlândia e reforçar a nossa vontade de visitar o Brasil, nossos amigos e amigas e nossas famílias nesse ano. Valeu Salete pelo carinho e atenção durante esses dias que você esteve aqui com a gente. Valeu Alele pelo seu bom humor e pelas boas conversas. Foi ótimo ter vocês dois aqui com a gente!

E aproveitando o embalo, queria agradecer as todas as pessoas que tem nos dado apoio e carinho conversando pelo ICQ, gtalk, MSN e skype, enviando comentários no meu blog e no de Lu, enviando e-mails e cartas. Temos a certeza que deixamos grandes amizades no Brasil e sentimos muitas saudades de todos!

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Volta para Helsinki e os últimos dias do ano de 2006

Antes de contar a viagem de Estocolmo para Helsinki, queria contar a sorte que Lu teve quando jogou pela primeira vez naquelas máquinas de jogo, que na maioria das vezes dá azar, mas naquele dia deu sorte para ele. Lu decidiu jogar em uma dessas máquinas que tinha dentro do navio na ida para Estocolmo. Ele colocou 1€, jogou algumas vezes e em uma dessas vezes ele conseguiu uma combinação de 3 figuras! Ganhou 5€! Muito sortudo! Toda vez que via uma máquina queria jogar. Tentou jogar mais uma vez, agora com 2€. Perdeu. Pelo menos, eu consegui convencê-lo que ele só iria perder, que era melhor ele parar. Imagine, se Lu fica viciado? Nem gosto de pensar nisso...


Máquinas de jogo


Agora vou contar de onde eu parei no último post.
Voltamos para o navio e lá estava o fotógrafo de novo. Dessa vez passamos bem devagar para ele tirar uma foto bem legal de nós quatro. A foto ficou massa!
Obs: Não reparem na qualidade da imagem, eu tirei uma foto da foto, não temos scanner ainda. :)


Na entrada do navio


Depois disso, fomos direto para a cabine para Alele guardar a mala dele. Realmente a cabine é pequena, não cabia todos em pé, tínhamos que revesar. Acho que só dava para dois ficarem em pé, os outros dois tinham que ficar deitados ou sentados na cama. Ficamos um pouquinho na cabine, já que não era muito confortável.


Cabine apertada


Preferimos dar uma volta no navio para mostrar as lojas e os restaurantes para Alele. No caminho do nosso passeio, paramos para tomar cerveja, quer dizer, todos tomaram menos eu, não sou muito fã de cerveja.


Alele e Lu bebendo cerveja


Ficamos conversando um pouco e antes de subirmos para o restaurante, passamos no freeshop. Dessa vez não compramos nada. Fomos para o mesmo restaurante que comemos na ida para Estocolmo. Dessa vez a comida estava melhor, pelo menos, a minha estava.


Restaurante que a gente sempre ia


Jantamos, pagamos a conta, fomos dar uma voltinha no navio para fazer hora e não repetir o que aconteceu na ida, não queríamos dormir cedo novamente. Às 20h subimos para a cabine e fomos nos arrumando para dormir. Acho que dormimos às 22h, a noite foi bem melhor, dormi muito bem!
Acordamos às 7h30 e fomos tomar café. O navio atracou às 10h e fomos direto para casa.


Navio Silja Line


Nunca senti tanta saudade da minha cama, da minha casa. Deixamos as malas em casa e fomos almoçar com Lu no restaurante que fica perto do trabalho dele. Depois do almoço, Lu foi trabalhar e nós fomos fazer turismo e compras em Helsinki. Voltamos para casa exaustos!


Restaurante perto do trabalho de Lu


No dia 29.12, Lu saiu para trabalhar e nós ficamos em casa até a hora do almoço. Nesse dia, encontramos com Lu em um restaurante laponiano para experimentarmos a famosa carne de rena. A carne é muito boa, parece com carne de boi, com uma diferença sutil no sabor. Uma delícia!
Depois do almoço, Lu voltou para o trabalho e nós fomos de novo às compras. Voltamos para casa cansados, mas era um cansaço bom!


Restaurante laponiano


Brinde no restaurante laponiano


No dia 30.12, eu, Lu, Salete e Alele saímos para visitar o museu de Helsinki, muito legal, conta toda a história de Helsinki, desde os primórdios até hoje. Depois do museu a gente ia visitar o WeeGee, um lugar em Espoo que tem restaurantes, lanchonetes, exposições de arte e museus. Como eu disse a gente *ia*. Não deu certo, não encontramos o ponto do ônibus que nos levaria para o WeeGee, aconteceu de novo. Então, desistimos e fomos lanchar no Hesburger. Depois do lanche, passamos no supermercado para fazer as compras para o jantar de ano novo. Voltamos para casa cheios de compras e cansados.
No dia 31.12 fizemos uma picanha que eu tinha encomendado do Brasil, com farofa, vinagrete e arroz. Tudo uma delícia, chamamos Elmano para o banquete.


Alele, Elmano, eu e Lu comendo picanha


Depois disso, Elmano teve que sair para resolver um problema com a chave da casa dele e nós ficamos aqui em casa vendo CSI. Alele e Salete ficaram viciados também! Fizemos uma pausa no CSI e fomos jogar baralho, mais especificamente, buraco até às 23h30. Foi massa!
Às 23h30 começamos a vestir casacos e calças para aguentar o frio que fazia na varanda. Os finlandeses são muito ansiosos, começaram a estourar os fogos desde tarde, parecia São João. Levamos as taças e o champagne lá para fora. Acendemos aqueles fogos que não queimam e nem estouram, só soltam faíscas. Foi muito bonito! Vimos muitos fogos de artifício, parecia que estavamos em um campo de batalha! Nunca vi tantos fogos de tão perto, só em Copacabana, só com uma diferença: os fogos estouravam sem sincronia, eram uns aqui, outros ali, não esperaram dar meia-noite para estourarem tudo de uma vez só. Na virada do ano, o champagne já tinha sido estourado e estávamos todos abraçados desejando que o ano de 2007 seja bom para todos nós. Depois da virada, terminamos de jogar buraco e fomos dormir.
Foi muito bom passar a virada de ano com pessoas que a gente gosta! Faz muita diferença!


Fogos de artifício perto de casa


Amanhã, continuo contando os outros dias.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Viagem para Estocolmo

Acordamos no dia 26.12 às 11h, tomamos nosso café da manhã e fomos arrumar as nossas malas para a viagem. O navio iria sair às 17h e tínhamos que estar lá 45min antes. Então, decidimos que iríamos pegar o ônibus das 15h20 para não termos nenhum problema.

Foi isso que fizemos, pegamos o ônibus e fomos para o porto do Verenade Silja Line. Quando chegamos vimos que tinha muita gente querendo embarcar no navio! Parecia rodoviária de Salvador na véspera de São João. Eu achava que seria mais tranqüilo, que a gente chegaria, tiraria os bilhetes de viagem e entraria no navio, tudo bem rapidinho. Que nada! Acho que a gente ficou uns 40min na fila e como eu já comentei o serviço aqui é muito lento. Tem que ter paciência.

Depois dos 40min em pé na fila conseguimos os nossos bilhetes e fomos para o navio. Logo na entrada do navio tinha um fotógrafo tirando foto de quem chegava, passamos tão rápido que ele não conseguiu tirar uma foto decente de nós três. Estávamos ansiosos para chegar logo no navio e na nossa cabine. Entramos no navio e fomos direto para a cabine. A cabine é bem pequena, tinha quatro camas, um banheiro e nenhuma janela. Achei que ficaria agoniada, já que dormiria em um lugar tão pequeno e sem janela, mas tudo correu bem, nem senti falta dela! Acho que se tivesse janela, todos nós ficaríamos enjoados.

Depois de deixarmos nossas malas na cabine fomos conhecer o navio. Eu não tinha a mínima idéia de como era um navio por dentro. É impressionante como o navio é grande e parece muito com um shopping, só que em cima da água. Tem restaurantes, lanchonetes, freeshop, cassino, uma sala de jogos, pub, loja de perfumes e cosméticos, loja de roupas e de artesanatos. A gente só lembrava que estava dentro do navio quando a gente sentia o balanço dele. Que sensação esquisita!


Teto do navio


Restaurante do navio


Um lado do navio


Outro lado do navio


Vimos bem rapidinho as lojas, já que teríamos muito tempo para olhar com mais calma e fomos a procura de um restaurante para comermos alguma coisa, pois não tínhamos almoçado até aquele momento. Achamos um restaurante baratinho e cada um pediu um prato. Não foi uma refeição maravilhosa, mas deu para matar a fome. Fomos no freeshop, compramos algumas coisas e voltamos para a cabine. Deitamos na cama e logo dormimos. Essa noite foi difícil. Primeiro porque dormimos muito cedo (às 20h), a meia-noite eu acordei e depois Lu e Salete acordaram também, ficamos tentando dormir até 2h da madrugada. Segundo, que quando eu consegui dormir, o navio não parava de sacudir e balançar. E para completar, a minha cama não era reta, era inclinada e toda hora eu acordava pois eu estava caindo e tinha que "escalar" novamente a cama.

Enfim, acordamos no dia 27.12 às 7h30, tomamos banho e fomos procurar um lugar para tomar café da manhã. Encontramos um lugar no qual todos os passageiros do navio estavam indo. Descobrimos que a gente podia ter comprado o bilhete do navio já com café da manhã, a agente de viagem que vendeu a passagem para nós não tinha falado nada a respeito do café da manhã. Fica a lição para a próxima vez. De qualquer forma, pagamos o café da manhã e fomos comer. O navio atracou às 10h em Estocolmo. Deixamos nossas malas na cabine e seguimos as pessoas que estavam saindo do navio.

Na saída pegamos um ônibus da Silja Line que estava indo para o centro de Estocolmo. Foi bem rápido e o motorista era também um guia turístico, foi massa! Quando descemos do ônibus no terminal, conferimos onde nós estávamos no nosso mapa e fomos andando em direção ao Palácio Real.

No caminho conhecemos a Igreja de Sta. Clara e depois a Rua da Rainha, tudo muito bonito.


Igreja de Sta. Clara


Rua da Rainha


Estocolmo tem um clima diferente de Helsinki, é mais alegre, tem mais estrangeiros, tem mais mistura e além disso, achei a cidade mais movimentada e mais bonita. Mal a gente tinha entrado na Rua da Rainha, quando o celular de Lu acabou a bateria. Isso porque ficamos da hora que a gente acordou até a hora que o navio atracou em Estocolmo enviando fotos para o flickr e com isso a bateria foi embora. Isso era muito grave, já que o celular também era nossa máquina fotográfica e Alele iria ligar para Lu ou para mim quando chegasse em Estocolmo. E para completar o meu celular também acabou a bateria. Um desastre atrás do outro! Ainda bem que gente tinha levado o carregador! Entramos em uma lanchonete e perguntamos se podíamos carregar o celular, precisávamos carregar o suficiente para tirarmos mais algumas fotos e esperar a ligação de Alele. A atendente simpática disse que não tinha problema e colocou o celular para carregar, depois de tomarmos café e ficarmos fazendo hora para o celular carregar, decidimos ir embora, pedimos o celular e o carregador de volta, pagamos a conta e tentamos ligar o celular. É... tentamos, tentamos e nada do celular ligar. Então, descobrimos que a atendente simpática não tinha colocado o carregador direito na tomada. Enfim, saímos decepcionados, pois nosso plano não tinha dado certo. Continuamos nossa caminhada pela Rua da Rainha desolados, até que Salete teve a idéia de comprar uma máquina fotográfica para ela, já que ela não tinha e seria uma ótima oportunidade para tal investimento.

Voltamos para o início da Rua da Rainha e fomos a procura de uma loja que vendesse máquina fotográfica. Entramos em uma loja gigante, que vendia de tudo, roupas, objetos para casa, cosméticos e *máquina fotográfica*. Salete escolheu uma com ajuda de Lu e comprou imediatamente. Com isso, seguimos o nosso passeio tirando foto de tudo. :)

Quando chegamos na entrada do Palácio Real, estava acontecendo a troca da guarda real. Alguns soldados estavam meio atrapalhados, acho que estavam nervosos, mas no geral foi muito bonito. Depois visitamos 3 museus do Palácio Real, o primeiro do tesouro real, o segundo das vestimentas e dos aposentos reais e o terceiro da história do Palácio Real. No último museu, conseguimos uma tomada para carregar o celular de Lu, ligamos para Alele e combinamos com ele um local para nos encontrarmos. Marcamos na frente do terminal de ônibus às 14h.


Salete na entrada do Palácio Real


Eu e Lu na entrada do Palácio Real


Troca da guarda real


Troca da guarda real


Eu e Salete na frente do museu do tesouro real


Eu e Lu na frente do Palácio Real


Pôr do sol em Estocolmo


Já era 13h30, quando decidimos ir para o terminal de ônibus esperar Alele. Às 14h, Alele chegou em Estocolmo. Tínhamos que voltar para o terminal de ônibus às 15h para pegar o ônibus de volta para o navio, então, fomos almoçar e, se desse tempo, a gente andaria nas ruas do centro com Alele. Comemos uma pizza na Pizza Hut. Bizarro, né? Mas não tinha outra opção, não conhecíamos nenhum restaurante sueco perto do terminal e não podíamos correr o risco de perder o ônibus para o navio.

Saímos do restaurante na hora de pegar o ônibus, não deu tempo pra Alele conhecer Estocolmo, uma pena! Ele ia gostar. Pegamos o ônibus e voltamos para o navio. Foi tudo tranqüilo. Amanhã eu conto como foi a viagem de volta e os dias seguintes.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Noite de Natal

Esqueci de contar ontem que a mala de Salete não chegou no mesmo vôo dela. Isso era previsto depois da confusão que foi a viagem de Salete, a mala ficaria pra trás com certeza. Quando ela desembarcou, ela ficou sabendo que a mala tinha ficado em Frankfurt e viria no primeiro vôo para Helsinki. No dia 23.12 pela manhã, Lu ligou para a empresa responsável, deu o endereço da gente e eles disseram que a mala chegaria pela tarde. A mala só chegou de noite às 20h, no meio do aniversário de Lu. Logo que a mala chegou em casa, Salete a abriu na sala mesmo e foi tirando as encomendas e os presentinhos para colocar debaixo da árvore de Natal. Ela trouxe 2 sacos de farinha, doce de leite que eu pedi para Lourdes (Valeu Lourdes!), uma toalha de mesa feita de fuxico por Noélia, umas forminhas que Tássia mandou pra mim e 2 pacotes de pão de queijo em pó que ela comprou no free shop (já fizemos os dois pacotes, muito fácil e gostoso, só precisa acrescentar 2 ovos e meia xícara de água e colocar na batedeira, deliciosos!).

Depois de registrar esse episódio "mala de Salete" posso seguir contando como foi o dia 24.12. Vamos lá.

No dia 24.12 acordamos com o telefonema de Alele (também conhecido como OpenGL ou Alexandre Amorim) dizendo que tinha perdido o vôo de Dublin para Tampere (uma cidade na Finlândia). Ficamos muito mal, ele ia passar o Natal e o Ano Novo com a gente. Na mesma hora, pulamos da cama com um único objetivo: salvar o Natal de Alele. Fomos direto ao computador pesquisar se ainda tinha vôo para ele poder vir. Começamos a procurar vôos de Dulbin para Tampere, para Helsinki, fizemos várias combinações de vôos, mudando o dia e destino. Quando não tinha passagem no dia, as passagens eram muito caras. Até que tivemos a idéia dele encontrar com a gente em Estocolmo. A gente iria viajar pra Estocolmo de navio no dia 26.12 e voltar no dia 28.12, ele já estava registrado como um dos passageiros, então ele voltaria sem problemas com a gente de Estocolmo para Helsinki. Achamos um vôo de Dublin para Estocolmo com um preço bom chegando em Estocolmo no dia 27.12 ao meio-dia, só faltava a gente definir um lugar para encontrar com ele. Ficou acertado assim mesmo, nos encontraríamos em Estocolmo. Não conseguimos salvar o Natal dele, mas salvamos o Ano Novo. Que manhã agitada, só ao meio-dia conseguimos tomar café!

Ficamos em casa nesse dia, tudo fecharia às 13h e não tínhamos muita coisa para fazer fora de casa, só passar frio.

Mais tarde começamos a fazer a ceia de Natal. Para nossa ceia fizemos porco, com farofa e arroz, a sobremesa foi a torta de chocolate do aniversário de Lu e o doce de leite. Optamos pelo porco, pois foi a menor carne que achamos no mercado, o peru daqui era gigante, gigante mesmo, para um batalhão de pessoas! Por isso, decidimos comprar o porco mesmo!

Elmano chegou às 20h, mais ou menos, de táxi (não tinha mais ônibus nesse horário) para passar o Natal com a gente. Terminamos de fazer a ceia, comemos alguns aperitivos, tomamos vinho e cerveja. Decidimos distribuir os presentes antes da ceia. Começou comigo, peguei o presente de Lu e dei a ele um cachecol menor e uma luva, já que ele não tinha nenhuma. Foi a vez dele, ele me deu uma caneca de presente, linda! E depois demos os presentes de Salete, foi uma bolsa marrom bem bonita e uma camisa de Helsinki. Elmano também recebeu um presente, demos para ele uma camisa de Helsinki, já que ele está voltando para o Brasil em janeiro.
Depois desse presente não lembro mais a ordem dos presentes, mas eu ganhei de Salete, um pente de madeira, que eu tinha pedido pra ela trazer e o perfume "Ops!" do Boticário. De Pilar (irmã de Salete, tia de Lu) ganhei vários sabonetes, muito cheirosos, e Lu ganhou um chaveiro do Brasil, lindo mesmo! De Paulo (irmão de Salete, tio de Lu), Lu ganhou um pingüim bonitinho e um chaveiro de pingüim. De Chico (pai de Lu), ganhamos um DVD de Jorge Vercílio. De Salete, Lu ganhou um DVD de Djavan e uma sapatilha preta. De Lisinha (irmã de Chico, tia de Lu), Lu ganhou uma camisa que ela fez, muito bonita mesmo e eu ganhei um chale lindo também! De Lu ganhei uma bolsa azul, que eu mesma escolhi na loja. Também dei pra Lu um moleton com o logo do EOG, ele ficou *muito* feliz mesmo, foi uma grande surpresa! Não sei se consegui lembrar de todos os presentes, se eu lembrar de mais algum eu falo no próximo post.

Depois dessa enchurrada de presentes, fomos comer a nossa deliciosa ceia, estava deliciosa mesmo! Pude me lembrar como eu gosto de farofa!


Presente de Lu


Elmano recebendo presente


Salete recebendo presente


Eu abrindo presente


Ceia de Natal


Elmano dormiu aqui em casa, já que não tinha ônibus para voltar pra casa. Imagine, só? Não tinha um ônibus nas ruas, estou convencida que Natal é uma data muito especial para os finlandeses. Tudo pára! Eles é que estão certos, família é tudo!

Vimos uns episódios de CSI e fomos dormir. Acordamos no dia seguinte (25.12), tomamos café e Elmano viu no site de transporte público de Espoo/Helsinki/Vantaa que tinha ônibus. Saímos junto com ele, ele foi pegar o onibus de volta pra casa e nós fomos caminhar um pouco. Estava fazendo muito frio e começou a incomodar, acho que estava perto de -2°C e com vento a sensação térmica é menor que isso. Lu fez até um teste, pegou uma pedrinha e jogou em um riacho. A pedrinha não afundou, ela simplesmente bateu na camada de gelo e deslizou. Depois disso, tivemos certeza que estava na hora de voltar pra casa e nos aquecer um pouco.


Caminhada gelada


Voltamos para casa e por lá ficamos vendo CSI, comendo e bebendo (e engordando). :)

Amanhã escrevo como foi o dia 26.12, véspera da viagem de navio para Estocolmo.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Aniversário de Lu

Esse é o meu primeiro post do ano de 2007 então antes que eu comece a escrever sobre o assunto desse post, quero desejar a todos um maravilhoso ano de 2007, com muito sol, saúde, calor, alegria, muitos amigos e amigas, família, carinho, compreensão e paciência.

Fiquei muitos dias sem escrever no blog, por isso acumulei muitas novidades. Calma, não vou escrever tudo de uma vez só, vou contar aos pouquinhos durante essa semana. Vou começar do dia que parei de escrever, então lá vai...

Como tinha escrito no último post, no dia 23.12, aniversário de Lu, fomos pegar Salete no aeroporto às 1h da madrugada. Eu e Lu nos programamos para sair daqui de casa de ônibus para o Kamppi e depois pegar outro ônibus para o aeroporto, mas não foi assim tão fácil. Conseguimos pegar um ônibus para o Kamppi antes do horário programado e por isso quando chegamos no Kamppi tivemos tempo para procurar o ponto do ônibus que iria nos levar para o aeroporto. Procuramos, procuramos, procuramos e não achamos! Desistimos do ônibus e fomos atrás de um táxi, porque a essa altura o ônibus já tinha passado no suposto ponto. Pegamos um táxi e chegamos no aeroporto antes de Salete desembarcar. Deu tempo para eu tomar um café com leite e Lu, um expresso, comemos um sanduíche de queijo e presunto, muito bom! Foi a nossa recompensa, estávamos muito cansados de andar/correr atrás do ponto de ônibus (que foi abduzido).

O vôo de Salete, enfim, chegou, fomos em direção ao portão de desembarque, todo mundo saía menos Salete, impressionante como tinha gente chegando em Helsinki. Até que Salete apareceu, foi tão bom ver uma pessoa conhecida no meio de tantos europeus. Conversamos um pouco sobre a viagem dela e fomos pedir um táxi no balcão de uma empresa de táxi.

Depois de alguns minutos um funcionário simpático da empresa avisou que nosso táxi estava lá fora nos esperando. Esse táxi era diferente dos outros, era uma van. No mesmo táxi tinha a gente e mais um cara, ele saltou depois da gente, não sei quanto ele pagou, só sei que pagamos 30€ do aeroporto até em casa. Acho que nesses tipos de táxi, eles estipulam um valor fixo, reúnem as pessoas que estão indo para o mesmo lugar e redondezas e depois vão deixando as pessoas nas suas casas. Eu gostei desse esquema, já que era mais barato do que os outros. :)

Chegamos em casa, todos muito cansados, mas felizes com a chegada de Salete. Algumas horas depois nós acordamos e aproveitei para dar o meu presente para Lu. Comprei para ele um headphone, que ele até me ajudou a comprar, é um produto que para quem só quer uma coisa que saía som, compraria qualquer um, mas ele não, ele se importa com o som e principalmente com o alcance do som. Então achei melhor comprar com ele, para não errar. É claro, que ele adorou.

Tomamos nosso café da manhã e fizemos a programação de café da manhã, almoço e jantar até o dia 26.12, definimos o jantar de aniversário de Lu e a ceia de Natal. Depois disso, fomos no supermercado, já que tudo estaria fechado até o dia 26.12. Compramos muitas coisas. Na verdade, só percebemos que tínhamos comprado muitas coisas quando estávamos caminhando de volta para casa e nossos ombros começaram a doer por causa do peso das sacolas.

Logo que chegamos em casa, arrumamos as compras e começamos a preparar o jantar de aniversário de Lu. Fizemos uma macarronada com molho à bolonhesa, ficou muito gostosa! Em paralelo eu e Salete tentamos montar a casa de biscoito, que Sanna deu de presente pra mim e pra Lu. Que trabalho, pensei que fosse mais fácil! Não conseguimos achar o ponto certo do açúcar para fazer a decoração da casa, mas pelo menos ela ficou em pé (depois de muitos dedos queimados). Para o açúcar ficar firme rapidamente, colocamos a casinha na varanda a uma temperatura próxima de +2°C. Quando colocamos a casinha de volta para dentro de casa, o açúcar começou a derreter e as balinhas começaram a cair, que desastre! Detalhe: quando eu comprei essas balinhas coloridas eu achava que eram balinhas coloridas de chocolate, mas quando comi a primeira percebi que eram balinhas de frutas, que decepção. Pelo menos, tentamos e como eu disse, ela ficou em pé e conseguiu resistir até o Natal.



Casinha de biscoito



Mais ou menos às 19h, Elmano chegou para o aniversário de Lu, trazendo uma caixa de cervejas. Servimos as bruschetas, estavam muito boas, crocantes e saborosas. Depois veio a macarronada e, é claro, uma torta de chocolate deliciosa da Fazer (Fazer é a equivalente da Nestlé por aqui). Cantamos parabéns, Lu apagou as velinhas. Depois de muita conversa, vinho e cerveja, Elmano foi para a casa dele e a gente foi dormir.

Foi um dia muito bom!
Amanhã eu continuo a partir do dia 24.12, até o próximo post.



Lu (de boca cheia), Elmano e Salete


Eu e Salete brindando


Última bruscheta