segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Neve em Londres

Hoje Lu me acordou, pediu para eu fechar os olhos e me levou até a janela. Quando eu abri os olhos tomei um susto... Olha só o que eu vi...





A nossa rua estava cheia de neve! Neve em Londres, sim!

A cidade está um caos, os ônibus pararam, as escolas fecharam, muitas pessoas não conseguiram ir para o trabalho, as linhas de metrô e trem foram interditadas, ou seja, só os carros estão circulando e com muito cuidado, já que os pneus não são para neve. Lu teve sorte, porque na sexta passada ele trouxe o computador do trabalho para casa, pois ele ia ao médico comigo hoje, segunda-feira. Se não fosse isso, ele não teria como trabalhar hoje (só se ele fosse para o escritório de táxi).
Por falar em táxi, tivemos que pegar um táxi para ir a consulta. Normalmente, a gente pega um ônibus direto, mas no caminho para o ponto do ônibus, descobrimos que não tinha ônibus nenhum. Fomos a estação de metrô/trem mais perto e ela estava fechada! Tivemos que ir de táxi. Não foi muito caro, a corrida de casa até o hospital foi 10 libras. Engraçado que a gente estava esperando que fosse uma fortuna, por causa da condição do dia, quando o taxista disse "ten pounds", eu e Lu ouvimos o "ten" como se fosse "cem" em português. Que loucura! Mas isso não durou muito, em poucos segundos, a gente entregou a nota de 10 pounds para o taxista e fomos felizes da vida para a consulta. :-)

Eu adoro neve! Fiquei tão feliz de ver neve de novo!



Pela previsão, sei que toda essa neve vai descongelar amanhã mesmo, mas vou ficar torcendo para nevar ainda mais nessa semana!! :-)

Abaixo fotos que tiramos hoje quando estávamos indo para consulta e quando voltamos de lá.









Veja mais notícias no site da BBC (nesse link tem um vídeo para vocês matarem a curiosidade):
http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/7864349.stm

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Faz tanto tempo...

Faz tanto tempo que não escrevo aqui. As aulas de inglês, a rotina, cansaço e as férias tomaram muito o meu tempo, agora vou *tentar* ser mais presente. Vou fazer um resumão desse último mês ausente.
Nosso dia-a-dia está o mesmo, eu ainda estou naquele mesmo curso de inglês e Lu, trabalhando. Talvez eu irei participar de um voluntariado com jovens desabrigados que irá começar em Fevereiro. Vamos torcer para que eles me chamem. :-)
No ano passado, no fim de semana antes de ir para o Brasil, fizemos um jantar aqui em casa e chamamos minhas duas amigas do curso de inglês: Estela e Hannah. Estela fez tortilha (batata + cebola + ovo) e Hannah trouxe Jwipo (ou Jipo, peixe com açúcar) para sobremesa. Foi uma experiência bem esquisita comer peixe doce, enfim tudo por novas experiências!


Estela (espanhola), eu e Hannah (coreana)


Jwipo


Tortilha

Em dezembro do ano passado, fomos almoçar em dois restaurantes brasileiros a quilo bem caseiros, um perto do trabalho de Lu e outro perto de casa a algumas estações de trem. O primeiro restaurante vende alguns ingredientes brasileiros, é claro que aproveitei para comprar um saquinho de pão de queijo. Na frente do segundo restaurante tem um mercadinho brasileiro, nesse encontramos quase todos os produtos brasileiros de carne ao guaraná. Foi tão bom comer feijoada nesses restaurantes sentindo o verdadeiro tempero brasileiro.
Fomos para o Rio de Janeiro no dia 15 de Dezembro e voltamos no dia 01 de Janeiro. Passamos Natal e o aniversário de Lu em Belo Horizonte com a família dele por parte de mãe, foi massa! Eita povo divertido! A virada de ano passamos com meus pais na Barra, Rio de Janeiro. Foi maravilhoso virar o ano na praia com meus pais e Yuri, tomamos até banho de mar com roupa e tudo. Como tínhamos só 15 dias no Brasil, decidimos ir só para duas cidades e por isso, infelizmente, não deu para passar em Salvador. Sentimos falta do acarajé, dos nossos grandes amigos e amigas, da família de Lu por parte de pai e de minha irmã. A surpresa boa foi o pai de Lu que veio de Salvador passar uma semana no Rio de Janeiro para encontrar com a gente. Ficamos tão felizes por ele ter vindo!
O clima tanto no Rio quanto em BH foi de muita chuva e pouquíssimos dias de sol, não foi dessa vez que peguei uma corzinha, quem sabe no final desse ano em Salvador? Quem sabe? :-)


28 anos de Lu em Belo Horizonte


Natal em BH


Tiago, irmão de Lu, e Lu em BH


Salete, mãe de Lu (em BH)


Lu e eu na Barra (RJ)


Meu irmão, meu pai, minha mãe e eu
na virada do ano, Barra (RJ)



Lu e eu na virada do ano, Barra (RJ)

Do dia que voltamos do Brasil até hoje, fizemos muitas coisas. Fomos para uma boate junto com Mariana, um casal de portugueses amigos dela, Cátia e João, e Ana Paula, paulista também amiga de Mariana. Dançamos muito! Eu e Lu não somos muito de sair de noite, mas foi uma noite muito divertida. Não sei se repetiríamos, tem muita gente insana lá dentro e mal dá para conversar. Enfim, foi legal para dançar, fazia tanto tempo que não saiamos para dançar.
Em um outro fim de semana, fomos no Museu Nacional e depois no cinema. No museu foi impressionante ver de perto a Pedra da Rosetta, as múmias e o Parthenon. No cinema vimos uma comédia bem bobinha "Bride Wars", um filme estilo sessão da tarde, sem conteúdo.
No sábado passado, fomos ao Trafalgar Square. O dia não estava tão frio, estava ótimo para caminhar. Entramos na National Gallery e vimos os quadros de Leonardo da Vinci, Michelangelo, Monet, Cézanne, Van Gogh, entre muitos outros, e depois seguimos para Admiralty Arch, The Mall e St James Park. Foi massa! Estela e Hannah foram com a gente.
Em Londres ainda temos muitos outros lugares para visitar, até agora gostei de todos que visitamos, as paisagens e as arquiteturas dos prédios são impressionantes e devem ficar mais bonitas na primavera e no verão. Ah! Vou tentar arranjar um tempinho para contar um pouco da história desses lugares que visitamos. Até o próximo post!

Obs: tem mais fotos lá no flickr...

terça-feira, dezembro 02, 2008

Do finlandês para o inglês

Desde o dia 11 de Novembro, estou no curso de inglês, comecei no nível intermediário, graças aqueles ao colégio que fiz em Salvador aprendendo a mesma coisa todo o ano, o que é o verbo "to be" e como conjugá-lo no presente e no passado, graças também ao vestibular e aos anos na faculdade de computação que me obrigou a ler em inglês e por isso meu vocabulário aumentou um pouco mais, e claro ao período que moramos na Finlândia, ouvindo inglês na TV e nos filmes ou quando encontrávamos para nossa sorte e salvação algum finlandês que falava inglês, o inglês soava como algo divino.
O curso que estou fazendo usa um método chamado Callan. Eles dizem que aprendemos inglês 4 vezes mais rápido do que nos cursos das outras escolas. Eu acho que para quem não fala nadinha, realmente eu concordo, deve aprender mais rápido mesmo, mas para quem já fala alguma coisa, é um curso bom para acostumar o ouvido com inglês britânico, escrever e falar razoavelmente. Nesse caso, não faz muito sentido dizer que aprendemos 4 vezes mais rápido. Sei lá. Não entendo de onde eles tiraram esse número, de qualquer jeito, isso não importa, o que importa é se o curso acrescenta alguma coisa ou não acrescenta nada para o aluno. Só fazendo para saber.
A principal característica desse método é a repetição. Todo dia vou para o curso e fico lá durante 3 horas. Nessas 3 horas, temos 3 aulas cada aula com um(a) professor(a) diferente, cada professor tem 50 min (10 min de ditado + 10 min de leitura + 30 min de perguntas e respostas, a duração dessas atividades é aproximada, depende de cada professor), entre duas primeiras aulas e as duas últimas temos 10 min de intervalo. As perguntas, a leitura e o ditado ficam indo e voltando, em um dia ouvimos perguntas, respondemos e escrevemos sobre diferentes partes/temas do livro. Além disso, em cada aula aprendemos algumas palavras novas. Os professores são britânicos e explicam as novas palavras em inglês. Toda aula eu aprendo alguma coisa nova, presto atenção também na gramática e como as frases estão estruturadas.
Todo dia saio do curso caminhando com uma amiga do curso, Estela, ela é espanhola e percebo que às vezes uso algumas frases do curso como base para as nossas conversas. Por isso, acho que o curso está me ajudando bastante.
Nesse curso a gente sempre fala, sempre temos a vez para responder as perguntas. As aulas ficam mais legais quando o professor sai um pouco do livro, conversa com a gente e deixa a gente usar as nossas próprias respostas.
O livro que usamos é antigo foi publicado em 1960 e como existem muitas escolas usando esse método durante muito tempo, eles dizem que fica difícil atualizar todos os livros com suas respectivas traduções e enviar depois para todas as escolas. Não acho que isso é um motivo, mas não quero discutir isso, deixa para lá, eles sabem o que fazem. Por isso, às vezes, a gente se depara com assuntos sobre guerra, batalhas, navios, soldados e outros assuntos bem ultrapassados. A última pergunta esquisita que ouvi na sala foi "Which do you think it's worse to lose, a leg or an arm?", que pergunta, né? Quando vou falar sobre isso com alguém? Que assunto mais mórbido! No entanto, por mais absurda que seja, nós temos que responder e a resposta para essa pergunta é "I think it's worse to lose a leg, because we can do most things with only one arm, but we can't walk very well with only one leg". Se você achar que o melhor é não perder nem um nem outro, para alguns professores você não poderá responder isso, pois tem professores que seguem o livro a risca, então para essa pergunta você só pode responder que o pior é perder uma perna, se você responder outra coisa, o professor diz enfaticamente "a leg is worse". Ainda bem que temos outros professores que não são tão rigorosos e até tiram sarro dessas perguntas malucas. :-)
O engraçado desse método é que às vezes quando não sabemos o que a pergunta significa, consequentemente, não sabemos se é para concordar ou discordar ou completar a resposta com algo mais, então, às vezes, o aluno da vez diz "no...??" e o professor fala "yes..." ou deixa passar e lá no meio da frase o aluno descobre que era para ser "yes", e na maioria das vezes, o aluno dá um sorrizinho e repete a frase toda de novo só que agora afirmando. Outra coisa engraçada é quando não sabemos o que estamos dizendo, não temos a mínima noção qual é o significado de uma palavra ou como se escrever, nenhuma referência e temos que falar mesmo sem saber. Vem aquele som que não sabemos o que é, nem como escreve e nem como se fala, a boca fica meio mole, tentando acompanhar a forma como a boca do professor mexe. É muito engraçado, sai cada coisa, me sinto uma criança aprendendo a falar. hehehe...
Me divirto também com o ditado, principalmente, a primeira vez que fiz o ditado foi muito engraçado. Para cada frase o professor fala 2 ou 3 vezes, já tinha escrito 3 frases tranquilamente quando veio esta frase: "Where inside a building and came here because outside", entenderam alguma coisa? Nem eu. Eu ouvi isso, quando comecei a escrever pensei (achando que estava abafando) "começou com 'where' deve ser uma pergunta", só que depois não apareceu nenhum verbo, pensei já dando risada comigo mesma "escutei errado, agora vou até o fim e depois vejo o que eu errei", aí escrevi essa frase completamente sem sentido. A frase correta era: We're inside a building and can hear the cars outside (tudo isso com um forte sotaque britânico). Muito louco, né? O que me tranquiliza é que só errei uma frase inteira assim no meu primeiro ditado, então está tudo bem. :-)
Enfim, o curso está sendo bem legal. Tenho conversado bastante nos intervalos das aulas e com isso, estou conseguindo soltar mais o inglês. Estou mais confiante para fazer algumas coisas sozinha, consigo perguntar coisas básicas, na medida do possível, estou me virando bem. Talvez mais para frente, se eu achar necessário, procure outro curso que tenha mais teoria do que esse. Por enquanto vou ficando nesse curso e estudando gramática nos livros.
Voltando a Finlândia, também tenho que agradecer muito ao tempo que fiquei estudando finlandês e tentando me comunicar. Hoje por causa do finlandês sei como devo estudar um idioma completamente novo, não me atrapalho quando uso pronome possessivo ou adjetivo, sei que sempre vem na frente, e muitas outras coisas que nem sei de fato, mas que fizeram meu cérebro trabalhar muito para aprender a pensar usando todas aquelas declinações. However, I am so happy because I am studying and speaking a language easier than finnish. Ebaaa! (finlandeses, perdoem minha sinceridade) :-)
Já escrevi demais, até o próximo post!
Maybe I'll write my next post in english, hã? Até parece... hehehehehe...

terça-feira, novembro 11, 2008

Agora em Londres

Chegamos em Londres!!!


Nossa mudança

No final dessa semana vai fazer 1 mês que estamos em Londres. Nossa viagem foi bem tranquila. Mariana, uma amiga de Salvador, foi no aeroporto receber a gente (Mariana é uma pessoa alto-astral, foi muito bom encontrar com ela, nos fez muito bem, fez uma grande diferença) e depois fomos para nosso apartamento de metrô. Quando chegamos em casa, uma pessoa da relocação estava esperando a gente para entregar o apartamento e algumas comidinhas que eles compraram pra gente. Nossas caixas que tínhamos mandado uma semana antes já tinham chegado e estavam do lado da nossa porta. Impressionante! Alguns dias depois chegaram as outras caixas restantes. Tinham dito pra gente que ia demorar 10 dias para chegar em Londres, foi uma boa surpresa. Começamos com o pé direito!
Nesse primeiros dias, Londres me lembrou muito o Brasil com todas aquelas burocracias. Digo isso porque para conseguir ter acesso a internet em casa, a gente precisava ter primeiro uma conta no banco e uma linha de telefone. A conta do banco demorou mais ou menos uma semana e meia, incluindo os dias que ficamos reunindo todos os documentos necessários para abrir a conta, mais uma semana para o telefone e enfim, na última sexta-feira a nossa conta de internet foi ativada. O lado positivo disso tudo foi que tivemos sorte e tudo correu dentro (ou até mais rápido) dos prazos que estávamos esperando.
Quando estávamos sem internet, me virava com os cybercafés e com a biblioteca do nosso bairro. Era tão desconfortável sair de casa, ir para lá, ficar no máximo 2 horas (até a biblioteca fechar) e voltar pra casa. Esses dias de abstinência de internet, me mostraram como é difícil ficar sem internet em casa. Por exemplo, para ver o horário do metrô/ônibus, como chegar em algum lugar, recarregar o celular, recarregar o cartão do metrô, procurar se tem aquela loja de eletrodomésticos perto de nossa casa, procurar emprego/voluntariado e outras coisas, ficava tão difícil fazer tudo isso em somente 2 horas de internet. Todo dia eu ficava meia hora lendo e respondendo emails, o resto do tempo (1h30) procurava por trabalhos voluntários e, quando achava, tinha que preencher formulários e mais formulários, lá iam minhas 2 horinhas.
De qualquer jeito, valeu a experiência, espero que nunca mais precise passar por isso. :-)
Nesse quase um mês de Londres, posso me arriscar a dizer que morar aqui está sendo muito legal. Falar inglês, conseguir ler a maior parte dos anúncios nas ruas, das notícias dos jornais, dos rótulos das comidas, das sinopses atrás dos DVD, entender o que é dito na TV, tudo isso é, realmente, maravilhoso!
As pessoas por aqui me pareceram alegres e mais falantes, nas ruas é muito comum ouvir idiomas completamente diferentes. Aqui você só fica em casa se quiser, tem muitas coisas para fazer e ver nos museus, mercados e bairros. Vou fazer um resumão do que já fizemos por aqui. No primeiro fim de semana fomos ver o Palácio de Buckingham, o Big Ben e passamos rapidamente pela Oxford Street. No segundo fim de semana fomos ao Tate Modern (museu de arte moderna, um detalhe: estava me preparando para abrir a sombrinha para sair do Tate, quando vi FHC, tomei o maior susto e falei sem respirar "Lu, Itamar Franco ali, olha!", Lu olhou e disse "Que Itamar Franco nada, é o FHC", que vergonha... tomara que ele não tenha ouvido...eu sempre confundo os dois, deve ser por causa do topete, hehehe... :-) ) e no terceiro fomos ao Museu Natural, ao show de Muntu Valdo, Danilo Perez e Richard Bona. Fizemos um almoço aqui em casa e convidamos Mariana e Julia. Conhecemos Mariana em Salvador, ela é amiga de Lia, outra grande amiga soteropolitana. Julia é prima de Mariana de Portugal. O nosso almoço foi muito bom, fiz aquela torta de espinafre de sempre, para não correr o risco de fazer algo bizarro. Ficou uma delícia! Depois vimos o filme "The Hapenning", não gostei, pois tinha muita gente morrendo de diferentes formas, um horror! Voltando ao almoço, foi massa recebê-las aqui, elas são pessoas muito legais, com certeza teremos outros encontros!
No último fim de semana fomos ao show de jazz do Bosco D'Oliveira (de graça) e ao mercado aberto na Portobello Road. Deu para perceber que é difícil ficar em casa e ainda temos muitos outros lugares para ir. Ebaa! :-)


Eu ao lado do ônibus e da cabine britânica (foto clássica)


Lu e o Big Ben (foto clássica)


No Tate Modern

O clima por aqui está bem frio, para piorar Londres é um lugar muito úmido e venta demais, então dá para imaginar o frio que fica. Já tirei do armário os nossos casacos de inverno. De vez em quando temos dias com sol, mas a maioria dos dias o céu fica coberto de nuvens, mas não chove muito, fica caindo aquela chuvinha fraquinha que você não sabe se abre o guarda-chuva ou se aguenta mais um pouquinho porque já está perto de casa. Nessa de aguentar mais um pouquinho, eu e Lu ficamos doentes, Lu já está melhor, eu ainda estou me recuperando, mas já estou me sentindo bem.


Dia de sol no outono londrino

Lu está muito bem no trabalho, todo dia enfrenta 50 minutos de metro para chegar no trabalho, mas está adorando ir para o escritório encontrar com os colegas de trabalho. Eu estou no curso de conversação em inglês. Nos primeiros dias estava procurando por trabalhos voluntários, mas depois de conversar com Mariana e muito com Lu, decidi procurar por emprego em escritório e ver no que dá, quem sabe alguém se interessa e me contrata?
Tenho muitas coisas para contar daqui de Londres, mas vou contando aos pouquinhos quando eu tiver tempo durante o dia. Até o próximo post!

Obs: Tem mais fotos lá no Flickr de Lu.

domingo, outubro 26, 2008

Mudança para Londres

É isso mesmo, no final dessa semana nos mudaremos para Londres! Êêêêêêêê! Encontramos um apartamento para morar em Londres e já estamos com as passagens compradas.
Ainda não estou acreditando, acho que só vai cair a ficha mesmo quando chegarmos em Londres com nossas malas. Não vou mentir, que depois de ver as malas prontas já estou começando a ficar ansiosa com o nosso futuro em Londres.

Enquanto a viagem não chega, na próxima semana iremos visitar alguns amigos, arrumar as nossas malas, mandar as nossas caixas para Londres pelo correio e resolver algumas pendências, vai ser uma semana bastante cheia.

As despedidas começaram ontem. Encontramos com alguns amigos e amigas em um restaurante em Helsinki (abaixo coloquei algumas fotos). O almoço foi muito bom, foi legal reencontrar todos e um pouco triste despedir deles também. Valeu a todos que foram! À noite eu e Lu fomos a um show de forró com Sanna. Engraçado que quando chegamos aqui na Finlândia, Sanna também nos levou para o show dessa mesma banda de forró e agora que estamos nos mudando, tivemos a oportunidade de ver a mesma banda com Sanna novamente.
Falando em Sanna... ela foi uma das pessoas que iremos sentir muita falta, foi uma grande amiga mesmo, daquelas para todos os momentos, sensível, risonha, compreensível, metade finlandesa metade baiana... vou parar por aqui senão irei encharcar o computador de tanto chorar...
Sanna, vamos sentir muita saudade de você!


Eu


Lu


Eu e Sanna


Patrícia e Gustavo


Letícia


Rodrigo


Karla


Lu e Rodrigo


Jane


Rosinha

Da Finlândia vou levar comigo muitas lembranças: as amizades que fizemos aqui; a primeira vez que vi a neve; a escuridão do inverno; os pães feitos com cardemuma (as pullas); os morangos doces e vermelhos; a bebedeira dos finlandeses, principalmente, nas noites de sexta-feira e sábado; a fissura dos finlandeses pela sauna; o frio de -20 graus de doer o rosto e as orelhas; as comidas sem sal e saudáveis; o sistema de transporte organizado e eficiente; a segurança nas ruas em qualquer horário; o "kerrosateria" que eu pedia no Hesburger; as festas de carnaval nas ruas de Helsinki; a honestidade, tranquilidade e confiança finlandesa; o Vappu; o verão finlandês; as ilhas; os lagos e praias com terra e pedrinhas; o desfile do Papai Noel na Aleksanterinkatu; o gosto horrível, na minha opinião, do mämmi e do salmiakki; e muitas outras coisas que agora eu não lembro mas, querendo ou não, levarei para o resto da minha vida.

O mais legal de tudo isso é que nesses dois anos de Finlândia conhecemos muitas pessoas, com algumas pessoas fizemos festas, passeios, almoços, jantares, cafés, lanches e piqueniques e a partir desses encontros os laços de amizade foram se reforçando, compartilhamos nossas experiências de vida, nossos erros e acertos, e vejo que o resultado disso é que levo um pouquinho de cada um deles e deixo um pouquinho de mim também.

Que venha Londres!

quinta-feira, setembro 25, 2008

Mais animada

Depois de quase 5 meses de espera, fomos pegar o nosso visto no consulado do Reino Unido em Helsinki na quarta-feira passada. Estamos tão contentes!
Para mim, a espera foi muito difícil, pois não podia me comprometer com nada já que o visto poderia sair em qualquer momento. Pra Lu foi muito difícil engolir a enrolação do advogado, a péssima comunicação à distância, os dias angustiantes e noites sem dormir, mas por incrível que pareça ele ainda conseguia produzir muito no trabalho. Impressionte! Tenho que agradecer muito pelo apoio, paciência e carinho das nossas famílias, de nossos grandes amigos e, principalmente, de Lu, que esteve sempre do meu lado aturando as minhas variações repentinas de humor. Haja paciência. :-)
Agora estou voltando aos poucos a pensar no que eu quero fazer daqui pra frente em Londres, curso de inglês, trabalho e estudo. É tão bom voltar a pensar nessas coisas, me sinto muito mais animada.
Lu está super feliz também, não vê a hora de voltar a trabalhar em um escritório de verdade com colegas de verdade, "de carne e osso". :-)
A mudança vai demorar só mais um pouquinho pra acontecer de fato, mas agora sabemos que em breve até teremos uma data certa. Uau! Que avanço né?!
Lu fará uma viagem de trabalho em breve de mais ou menos 10 dias e quando ele voltar, pegamos nossas roupinhas e nossos trequinhos e nos mandamos. Claro que marcaremos alguma coisa para nos despedir de todo mundo daqui.
Ai...ai...não vejo a hora de mudar. :-P

Ninguém merece isso

Não sou de comentar esses tipos de coisa aqui no meu blog, mas estou tão indignada que não resisti.
Na última terça-feira um cara de 22 anos entrou em uma escola profissionalizante do interior da Finlândia, matou 10 pessoas e depois se matou. É triste ouvir isso aqui na Finlândia sabendo que a maioria dos finlandeses são simpáticos, calmos, honestos, calados, tem uma qualidade de vida maravilhosa, todos tem acesso a mesma educação escolar e acesso a um bom atendimento médico. Fica a pergunta de que vale isso tudo se a saúde mental das pessoas não está sendo levada à sério e o "não me incomode e eu não te incomodo" é tão comum por aqui. Já é a segunda vez aqui na Finlândia que uma pessoa entra em uma escola, atira em outras pessoas e depois se mata. Por que isso está acontecendo? Será porque eles tem "tudo" na mão? Será porque é fácil para eles conseguirem um bom emprego e ter uma vida tranquila? Pode ter uma parcela disso, pode ser uma doença de um povo rico, mas o que mais me chama atenção é que nas duas vezes eles deixaram na internet materiais que expressavam o ódio que eles sentiam em relação as pessoas ao redor deles. Eu vejo como um "por favor, me ajude" e ninguém levou à sério ou simplesmente o encaminhou para um psiquiatra ou avisou/conversou com a família.
No Brasil eu diria que é bem provável que ele tivesse uma família desestruturada ou uma infância complicada, mas e aqui? Será que vale o mesmo? Não saberemos, mas a atitude da família de não se meter na vida dos filhos pode (ou não) ter suas consequências. Vejo os finlandeses sozinhos cada um com seus conflitos. É comum ver nas ruas de Helsinki pré-adolescentes fumando e bebendo. Quando passo na estação de trem em Helsinki para ir pra casa, principalmente nos fim de semana à noite, vejo adolescentes sentados no chão conversando, fazendo nada, às vezes só calados olhando o movimento da estação. Fica a pergunta: onde está os pais dessas crianças (pra mim são crianças ainda)? Será que eles não tem outro lugar melhor para ficar e conversar?
A falta do que fazer em um país tão distante e isolado pode ter sido um motivo para esses dois meninos cometerem essas atrocidades? Será que isso é agravado no interior? Nunca morei no interior da Finlândia pra saber mas pode ter contribuído para o isolamento desses meninos que viram a internet como uma forma de dizer para o mundo "por favor, me ajude".
Claro que temos que levar em conta o fato que é fácil comprar arma aqui na Finlândia. Acho que isso se deve à cultura de caça reforçada de gerações em gerações finlandesas mas mesmo assim acho que a compra de armas tem que ser mais dificultada.
A Finlândia é um país pequeno, tem recursos e políticos honestos para fazer e acredito que os resultados de possíveis projetos e soluções implantadas agora serão sentidas pela sociedade em pouco tempo. Tomara que eles achem um caminho melhor para seguir e evitar que esse tipo de coisa não se repita, pois ninguém merece sofrer.

Artigo em inglês sobre esse caso no Helsingin Sanomat.

quinta-feira, agosto 21, 2008

Nosso visto e viagem para Bélgica

Na primeira semana de agosto, depois de passar por um estresse tamanho, resolvemos viajar para algum lugar. Sem pensar muito, compramos as passagens mais baratas no momento e assim, fomos à Bélgica.
Antes de contar como foi a viagem, vou contar como chegamos nesse "estresse" que me refiro.
Tudo começou quando o advogado contratado pela empresa que Lu trabalha disse que o nosso visto HSMP tinha sido aprovado, não lembro exatamente quando isso aconteceu, acho que foi, mais ou menos, 3 semanas antes de viajarmos. Ficamos radiantes, o visto finalmente tinha sido aprovado e já estava a caminho de Boston (foi pra lá porque o endereço que está no processo é o endereço do escritório do advogado que fica em Boston).
Na segunda semana, Lu perguntou ao advogado se ele tinha notícia da carta, ele respondeu que iria verificar o que tinha acontecido e propôs começar um novo processo de visto, chamado Tier 1. Esse visto Tier 1 entrou em vigor no final de Junho, substituindo o HSMP, é um visto mais descentralizado, os processos são avaliados nos consulados de cada país, por exemplo, se a gente tentar esse visto, nosso processo será avaliado aqui na Finlândia. Ele disse que o Tier 1 poderia sair mais rápido que o HSMP. Achamos essa proposta um tanto esquisita, como o processo todo do Tier 1 poderia ser mais rápido que o correio? Nesse momento optamos por esperar a carta de aprovação do HSMP.
Depois de 3 semanas sem notícias da carta, começamos a ficar preocupados, pois junto com a carta estavam todos os documentos originais que tínhamos enviado para Londres. É para preocupar mesmo, pois quem é brasileiro ou já morou no Brasil sabe como é complicado tirar segunda cópia dos documentos no Brasil, né? Três palavras resume o que eu quero dizer: burocracia, demora e grana. Para entender melhor o que estava acontecendo, Lu resolveu ligar para o Home Office (a secretaria de imigração britânica). Eles disseram que o nosso visto não tinha sido aprovado. Tomamos o maior susto e ficamos com muita raiva de tudo isso. Lu mandou um email para o chefe dele explicando o que tinha acontecido, eles marcaram um telefonema com o advogado para saber o que estava acontecendo de fato. O advogado não sabia explicar e disse que iria entrar em contato com o Home Office. Acho que agora dá para entender porque resolvemos viajar.
Viajamos no dia 2 de agosto e voltamos no dia 5, Lu pediu 2 dias de férias e o chefe dele na mesma hora liberou. Mesmo com esse estresse, conseguimos curtir a viagem, andamos muito por lá, visitamos cidades lindas, a viagem ótima e nos fez muito bem. Ficamos hospedados em Bruxelas, passamos o primeiro dia em Bruges (fica a uma hora de trem de Bruxelas, eu recomendo, é uma cidade linda, cheia de canais, é conhecida como a "Veneza do Norte", lá tem mais coisas para ver/fazer do que na capital Bruxelas), no segundo dia, fomos para Bruges e Damme (uma cidadezinha perto de Bruges) e no terceiro dia, ficamos em Bruxelas.
Lu comeu os mexilhões com batata frita, uma combinação um pouco estranha, né? É o que tinha de mais famoso por lá. Comemos wafles, que são realmente deliciosos e todo santo dia comemos batata-frita, não tinha como fugir, a maioria dos pratos vem acompanhados dessa coisa maravilhosa e gordurenta que só faz a gente engordar. Essa fixação dos belgas pelas batatas-fritas tem uma razão, elas surgiram na Bélgica, no entanto ficaram conhecidas em inglês como "french fries". Uma lenda diz que na primeira guerra mundial, o termo "french" foi dado por soldados ingleses ou americanos quando experimentaram esse tipo de batata na Bélgica. Eles deram esse adjetivo "french" às batatas porque os soldados belgas usavam o francês como idioma oficial. Veja só, que injustiça, elas deveriam ser chamadas de "belgian fries" e não "french fries". Nós, que falamos português, não precisamos nos preocupar com isso, já que chamamos de batata frita, totalmente imparcial, muito melhor, e assim, não cometemos nenhuma gafe. :-)


Wafle de chocolate (hummmm...)


Manneken Pis (famosa escultura
do menino fazendo xixi - Bruxelas)



Eu na Grand Place de Bruxelas


Lu em Bruges


As autênticas


Os mexilhões belgas


Damme


No passeio de barco em Bruges


Atomium, um átomo de ferro gigante (Bruxelas)

A situação atual do nosso visto é a seguinte: o advogado conseguiu falar com uma pessoa do Home Office que explicou que existiam 2 processos em nome de Lu, um, foi aberto logo no início e o outro, foi aberto depois que enviamos separadamente o teste de inglês. O processo com o teste de inglês foi aprovado e o outro não, por isso deu essa confusão toda. O Home Office disse que não tinha enviado os documentos de Lu pelo correio e irá emitir outra carta de aprovação do nosso visto HSMP e enviar direto para nosso endereço aqui na Finlândia. Depois de tudo esclarecido, decidimos tentar o Tier 1, já que não influenciará no processo do HSMP, enfim, não temos nada a perder. Na próxima semana, iremos para uma entrevista no consulado britânico em Helsinki para dar início ao novo processo de visto, agora Tier 1. Vamos ver no que dá.

Obs: Tem mais fotos da nossa viagem lá no Flickr.

domingo, julho 27, 2008

Ainda por aqui

É...ainda estamos por aqui. Infelizmente nós estávamos certos, o advogado falou, falou e até agora nada, mesmo assim continuamos esperançosos que o visto seja aprovado logo. Não está sendo fácil passar por esse período tão incerto, principalmente para mim que estou sem trabalho, sem curso, sem nenhuma atividade constante que me distraia, então tento passar o dia. Quando o astral está bom (nem sempre está bom), tento sair, passear, arejar a cabeça e quando isso coincide com fim de semana e sol, eu e Lu aproveitamos para pegar uma praia em Helsinki. Foi o que fizemos ontem, fomos a Pihlajasaari, uma ilha perto do Kaivopuisto em Helsinki. Foi massa! O dia estava quente, entre 25 a 30 graus, foi tão bom lembrar daquela sensação de ressaca/moleza pós-praia. Ainda bem que estamos esperando a aprovação do visto durante o verão, imaginem se fosse durante o inverno, com aquela escuridão e frio? Aff...já tínhamos voltado para o Brasil com certeza.


Vista de Pihlajasaari


Lu em Pihlajasaari


Eu em Pihlajasaari

No último post, escrevi que Salete estava aqui, ela passou 2 semanas com a gente, nos fez tão bem! Comemos cuzcuz que ela trouxe (é impossível achar fubá pré-cozido por aqui, eu sofro com a falta pois adoro), fomos comer no restaurante preferido de Lu, Chico's, passeamos em Helsinki, fomos ao Esplanadi, ao Kauppatori, comemos kirsikka (cereja) e tomamos um copão de refresco de morango em Töölö e fomos em Seurasaari. Fomos ver "Wanted" no cinema, não gostei muito, muito parecido com Matrix, legal para quem gosta de ação. Compramos sandálias tipo aquelas que todo turista tem, para levarmos para Istambul. Infelizmente, não usamos em Istambul, não usamos porque não fomos. Depois que Lu viajou, eu tive um probleminha de saúde, nada grave, mas minha médica achou melhor eu não ir e ficar para fazer mais exames. Não foi dessa vez. :-(
Lu foi para o congresso no domingo e voltou no sábado seguinte, eu e Salete passamos uma semana juntas, foi bem legal. Compramos um monte de coisinhas para fazer artesanato e Salete me ensinou a fazer tricô. Viajamos para Porvoo, uma cidade próxima de Helsinki. Pegamos um ônibus no Kamppi e voltamos no mesmo dia de tarde, a viagem dura em torno de 1 hora e custa mais ou menos 40€ (ida e volta). Eu já conhecia, foi massa rever a cidade com Salete. Porvoo é bem pequena, em um dia dá para conhecer toda a cidade antiga tranquilamente. O dia estava ótimo, ensolarado, uma delícia. A viagem de volta foi um pouco emocionante, o ônibus quebrou mas depois voltou a funcionar. A motorista do ônibus avisou pelo microfone que o ônibus estava com problemas. Só entendi o "valitettavasti..." que significa "infelizmente...", logo suspeitei que não vinha coisa boa. A moça que estava na nossa frente disse em inglês que o ônibus estava quebrado confirmando a minha suspeita. A motorista encostou no acostamento e aquele cheiro de óleo queimado invadiu o ônibus. Ela fez algumas ligações pelo celular, depois desceu do ônibus, subiu e seguimos a viagem. Ainda bem que nada aconteceu, chegamos inteiras em Helsinki. Foi um passeio bem legal, provavelmente, vou lá de novo, só que agora com Lu. :-)
Lu voltou do congresso no sábado, o tadinho teve tantas reuniões que mal conheceu Istambul, pelo menos, ele teve tempo para comprar uns presentinhos para gente. No dia seguinte, fomos levar Salete no aeroporto para pegar o vôo para o Brasil.
[Recadinho] Salete, sua estadia foi ma-ra-vi-lho-sa (como você mesma diz), beijo.[/Recadinho]


Lu e Salete em Seurasaari


Esquilo em Seurasaari

Alguns dias depois, mas exatamente no dia 19 de Julho, foi meu vigésimo sétimo aniversário. Não quis nenhuma festa, estava sem clima para qualquer comemoração. Ficamos em casa e de noite eu e Lu fomos jantar em um restaurante italiano. Depois fomos passear no centro, pois ainda tinha sol, encontramos um lugar com música ao vivo, a banda se chamava "Soul Uncovered", ficamos um pouco e depois voltamos para casa. Foi um aniversário calmo que me fez bem, passei ao lado de Lu, uma pessoa que me conhece muito bem, me traz tranquilidade e me faz feliz. O que mais poderia querer? ;-)


Eu no restaurante italiano


Lu no restaurante italiano


Banda Soul Uncovered


Céu do dia 19.07.2008 (meu aniversário)


Essas eram as novidades que eu queria partilhar, espero que no próximo post o Home Office colabore e eu possa contar boas notícias sobre o visto.

Obs: Quando Salete publicar as fotos que estão com ela, eu coloco mais aqui.

segunda-feira, junho 30, 2008

Segunda mudança - temporária

Faz tanto tempo que não escrevo, não é mesmo? Esse meu sumiço reflete um pouco a falta de novidades em relação ao nosso visto. Por enquanto ainda estamos esperando o visto sair, já faz no total 3 meses de espera. O advogado da empresa toda a semana dizia para gente que "na próxima semana" ou "daqui a dois dias" o visto sairia e ele só falava isso porque Lu ficava mandando e-mail e/ou ligando para o escritório dele para fazer mais pressão. Manter essa cobrança nos cansava muito, principalmente, Lu. Para amenizar isso, Lu decidiu dizer para o chefe dele o que estava acontecendo, que não dava para ficar cobrando um feedback do advogado todo dia, pois se o advogado trabalhasse "de verdade", ele faria isso sem ninguém cobrar. O chefe de Lu encaminhou a reclamação para o RH da empresa e agora o advogado está mais presente, mandando e-mail sem ninguém pedir. Que maravilha, né?

A última notícia que ele nos deu foi que o Home Office (o setor de imigração do Reino Unido) queria um certificado que comprovasse que os diplomas de bacharelado e mestrado são equivalentes com os respectivos diplomas na Inglaterra. O bom disso é que não fizemos nada, o próprio advogado pediu a uma empresa para certificar os diplomas e ele mesmo enviou para o Home Office. O certificado já chegou no Home Office e o advogado disse que o visto sairá em até 10 dias. Claro que tentamos ser sempre positivos, mas depois de 3 meses de espera, fica a pergunta que não quer calar: quem acredita nesse prazo?

Como não sabemos exatamente quando iremos nos mudar, resolvemos ir para um apartamento temporário. Nos mudamos na segunda-feira passada, dia 23 de Junho, com a grande ajuda de Cássio que nos deu uma carona até o novo apartamento, ajudou Lu a carregar as malas para o apartamento (que fica no segundo andar e não tem elevador) e depois foi com a gente no mercado fazer as nossas primeiras compras de comida e limpeza. Valeu, Cássio! Além dessa grande ajuda, somos muito gratos a eles, Cássio e Patrícia, por terem nos aturado durante 1 mês e meio hospedados no apartamento deles. Muito obrigada mesmo! Foi muito legal conhecê-los de mais perto, participar da rotina deles e experimentar novas receitas com Patrícia (e claro, engordar a cada receita :-) ). Valeu! Nunca esqueceremos o que vocês fizeram por nós. ;-)

Voltando ao apartamento temporário, ele é bem legal para um temporário, tem uma sala (com TV, sofá, 2 poltronas, mesa com 4 cadeiras, cama de solteiro, mesa de centro e armários), cozinha (com microondas, cafeteira, chaleira elétrica, fogão com um forno que não sabemos a que temperatura está mas suspeitamos que esteja no máximo porque tudo que a gente coloca sai de lá bem tostado hehehe..., máquina de lavar roupa e máquina de lavar louça, talheres, copos, canecas, panelas e pratos), um quarto (com armários e duas camas de solteiro que transformamos em uma cama de casal), um banheiro (atenção especial para a banheira que foi feita para tomar banho sentado, é claro, que não tomamos banho sentados, na verdade Lu fez um armengue para o chuveirinho se transformar em um chuveiro de verdade. Durante o banho, nos equilibramos dentro da banheira para não cair, é praticamente uma aula de step debaixo d'água, subimos e descemos o degrau enquanto tomamos banho, legal, né? Acho que quando sairmos daqui, estaremos mais magrinhos e mais definidos, uau!) e para terminar uma varanda com vidro (sempre quis ter uma varanda com vidro, pois corta mais o vento e o frio e por isso, dá para ficar mais tempo curtindo mais a varanda). Perto do nosso apartamento (há um minuto) fica a estação de trem (fica perto mas o barulho não nos incomoda, é ótimo ter transporte tão perto), temos alguns mini-mercados, há algumas estações de trem temos um shopping bem legal, chamado Sello com supermercados maiores, lanchonetes e lojas, e há poucas estações de trem chegamos em Helsinki. Enfim, está legal, mas esperamos que a gente não fique aqui por muito tempo a ponto de se apegar ao apartamento e ao lugar. :-)

Ontem, domingo, Salete, minha sogra, chegou por aqui e ficará com a gente até 13 de Julho. Tenho certeza que esses dias que ela passará aqui com gente nos fará muito bem, teremos uma pessoa, que nos conhece pra valer, para conversar e nos distrair. Nesse tempo que ela estará aqui, Lu irá para um evento durante uma semana em Istambul e eu e Salete iremos para lá, mas ficaremos somente 3 dias. Vai ser ótimo, estávamos precisando mesmo dessa viagem. Se alguém tiver alguma dica sobre Istambul, estamos aceitando e agradecemos já antecipadamente. :-)

Quando tivermos mais novidades, eu volto a escrever, até o próximo post!