quinta-feira, setembro 06, 2007

Viagem para Paris (2)

Sábado, 1 de Setembro, acordamos cedo para termos tempo suficiente para ver os principais pontos turísticos de Paris. Tomamos café da manhã no hotel, estava muito bom o café e principalmente os pães. Foi um café modesto, mas muito saboroso. Depois conversamos com o recepcionista (não foi o mesmo que nos recepcionou à noite) sobre o ônibus "Hop on Hop off". Esse recepcionista era mais alegre, falou algumas palavras em português, disse que tinha ido ao Brasil, já ganhou a gente, foi muito mais educado e gentil. Ele nos explicou que podíamos comprar os tíquetes do "Hop on Hop off" isto é "L'Open Tour" com ele mesmo. Ele nos deu o mapa com as rotas que o ônibus percorre em Paris e os pontos onde nós podíamos descer e subir. Pegamos 2 tíquetes para dois dias incluindo passeio de barco, pagamos 6€ (preço total) no hotel pelo serviço e mais 34€ (cada tíquete) para o motorista do ônibus. Eu acho que essa é a melhor opção para quem quer conhecer a cidade em poucos dias. Nós usamos o metrô só quando queríamos chegar em algum lugar mais rápido ou quando não tinha mais esse ônibus para pegar. Se você tem tempo, eu acho que andar de ônibus em Paris é melhor do que de metrô. De metrô você não conhece a cidade de fato, não vê as ruas, os bares, as lojas, vê só os túneis. Usamos o ônibus a maior parte dos dias, sempre íamos para o segundo andar do ônibus. Por falar nisso, quando o ônibus está em movimento, lá em cima faz um frio, pois venta muito, mas quando o ônibus pára ou quando você anda pela cidade não tem tanto vento. Então é bom levar um casaco na mochila para esses momentos. Esse ônibus tem 4 rotas turísticas e um monte de pontos. Escolhemos quais pontos nós queríamos visitar e os outros, vimos e tiramos foto do ônibus mesmo.
Lá fomos nós. Pegamos o mapa e fomos em direção ao ponto mais próximo.
Antes de chegar no ponto vimos a Torre Montparnasse, ela muito é grande, tem 210 metros e 56 andares. Uau!


Torre Montparnasse

Andamos um pouco mais e chegamos no ponto. Todo o ponto que esse ônibus pára tem uma marca amarela e verde e tem escrito "L'OpenTour". Não é tão difícil de encontrar considerando essas cores. No ponto conhecemos 2 brasileiras que já estavam em Paris há 4 dias e disseram que o ônibus estava atrasado. Depois de alguns minutos o ônibus chegou, entramos e pagamos de fato os tíquetes. Pode pagar com cartão de crédito ou dinheiro, mas acho melhor pagar com dinheiro. Digo isso porque tentamos usar o cartão e a máquina demorou tanto para dá um sinal de vida que resolvemos pagar com dinheiro mesmo. Algumas pessoas já estavam olhando feio para gente, pois estávamos atrasando o passeio de todos, inclusive o nosso.
O primeiro ponto foi a Catedral de Notre Dame. Antes de chegar lá tiramos algumas fotos de cima do ônibus do prédio da Assembléia Nacional e da Les Invalidés que fica perto da Escola Militar. Quando chegamos na Catedral ficamos impressionados com os detalhes nas paredes, os vitrais, o altar, o teto, como tudo é bonito e bem feito. Essa catedral foi feita em homenagem a Maria, por isso o nome Notre Dame, ou seja, Nossa Senhora. Ela foi construída em uma pequena ilha chamada "Ile de la Cité". Não precisa pagar para entrar, acho que se você quiser pode subir, nós não subimos então não sei se paga para subir.


Catedral de Notre Dame


Parede da Catedral de Notre Dame (repare nos detalhes)


Vitral da Catedral de Notre Dame

Depois entramos no ônibus de novo e fomos conhecer a avenida Champs-Élysées e o Arco do Triunfo. Descemos em um ponto que fica no meio da avenida para tirar algumas fotos e sentir de perto o que é a tão falada Champs-Élysées. Quando nós descemos percebemos como é extensa. De um lado pode-se ver o Arco do Triunfo e do outro o Obélisque de la Concorde. Em cada lado da avenida tem duas fileiras de árvores, as quais dão um visual bem legal à avenida.


Avenida Champs-Élysées ao fundo o Arco do Triunfo


Avenida Champs-Élysées ao fundo o Obélisque de la Concorde


Eu na Avenida Champs-Élysées


Lu na Avenida Champs-Élysées

No caminho para o Arco do Triunfo, paramos em uma lanchonete e comemos uma deliciosa baguete (especialidade francesa) de presunto parma. Depois desse lanche rápido, caminhamos mais um pouco e percebemos que o Arco do Triunfo fica no meio de uma rotatória, só que não tem como atravessar pela rua. Depois de alguns segundos procurando um forma para atravessar a rua, avistamos uma placa que dizia que tínhamos que descer uma escada para chegar do outro lado. Ahá! Descemos as escadas, passamos pelo túnel e conseguimos chegar no Arco do Triunfo. Ele é muito, muito grande. Quando eu via nas fotos, achava que ele era médio, não tão grande, sei que isso é muito relativo, fica difícil de explicar, enfim, não imaginava ele do tamanho que ele é realmente. Ele foi inaugurado em 1836 e foi construído para comemorar as vitórias militares de Napoleão Bonaparte. Lá tem os nomes de 128 batalhas e 558 generais. No meio do arco tem um túmulo de um soldado desconhecido, construído em 1920. Quando vi isso, achei meio esquisito por que construir um túmulo para um soldado desconhecido naquele lugar? Li sobre o assunto na wikipedia e entendi o porquê. No tempo de guerra, muitos soldados morreram sem serem identificados, por isso, alguns países construíram esse tipo de túmulo que representa a sepultura desses soldados não identificados. Agora sim!


Arco do Triunfo


Lu no Arco do Triunfo (ele está de casaco azul e de braços abertos,
repare como Lu ficou pequenininho em relação ao Arco do Triunfo)



Batalhas e nomes de generais escrito na parede do Arco do Triunfo

Pegamos o ônibus de novo e fomos para a Torre Eiffel. Esse sim é um lugar famoso. Foi tão estranho ver a Torre Eiffel de tão perto, a qual só tinha visto em livros ou na internet. Eu me senti um pouco sem ar, com um sorriso preso, meio eufórica por estar tão perto e pensar "ela realmente existe!". A Torre Eiffel tem 317 metros de altura, pesa 10.000 toneladas e o seu nome veio do engenheiro que a fez, Gustave Eiffel. Li no wikipedia que ela foi construída para um evento de comemoração do centenário da Revolução Francesa. Inicialmente, Eiffel planejou construir a Torre no Canadá, mas foi rejeitada. Imagine se essa torre fosse construída lá? Qual seria o ícone de Paris hoje? Talvez o Arco do Triunfo, sei lá. Resolvemos não subir na Torre, pois não tínhamos tempo, se um dia a gente voltar, quem sabe?


Torre Eiffel


Lu, eu e a torre ao fundo


Depois fomos andando em direção ao Museu de Rodin. No caminho vimos a Escola Militar e um monumento à paz, onde tem a palavra paz escrita em vários idiomas. Andamos mais um pouco, passamos na frente do "Les Invalides", onde tem museus e monumentos, todos relacionados a história militar da França. Como eu disse só passamos na frente, não tivemos tempo para visitá-lo. Andamos mais um pouco e achamos o museu. Pagamos nos dois tíquetes 14€ (eu acho). Vimos a coleção dele de artes japonesas e depois fomos para o jardim onde estão as obras dele. É impressionante ver as esculturas dele de tão perto, elas são muito expressivas e a sensação que dá é que a qualquer momento elas vão se mexer de tão real que parecem ser. Adorei! Eu nunca tinha visto uma exposição como essa, não sou muito referência, já que só vou de vez em quando a um museu de arte, mas eu garanto é de impressionar qualquer um.


Escultura de Rodin


Escultura de Rodin


Pensador de Rodin

Depois dessa experiência maravilhosa, pegamos o ônibus de novo e fomos em direção a Igreja de Sacré Cœur. De cima do ônibus vimos o Obélisque de la Concorde (agora de perto), a Igreja La Madeleine, a Academia Nacional de Música e o cabaré Moulin Rouge. O Obélisque de la Concorde fica na praça La Concorde onde durante a revolução francesa mais de 1300 pessoas foram guilhotinadas, entre elas o rei Luis XVI, a rainha Maria Antonieta, Madame du Barry, Antoine Lavoisier, Danton e Robespierre. Esse obelisco fica no centro da praça de La Concorde, decorado com hieróglifos egípcios que exaltam o reino do faraó Ramses II. Mehemet Ali, governador do Egito, ofereceu à Paris em 1831 esse obelisco que tinha, naquela época, 3.300 anos. Era nesse lugar, no qual o obelisco está atualmente, que ficava a guilhotina.
O cabaré Moulin Rouge foi construído em 1889 e até hoje oferece musicais. Antigamente, era um cabaré de striptease e onde tinha as famosas apresentações de Cancan, hoje não sei o que acontece por lá. Quem quiser pode ir lá e conferir, não esqueça de contar pra gente. :)


Obélisque de la Concorde


Igreja La Madeleine


Academia Nacional de Música


Moulin Rouge

Chegamos na Igreja Sacré Cœur, estávamos mortos de cansaço. Quando saimos do ônibus, colocamos nossa câmera na mochila, porque lá tinha muitas pessoas e também não nos sentimos à vontade com o clima do lugar. Andamos um pouco, compramos um crepe de nutela, maravilhoso! No entanto, a vendedora era muito grossa, parecia que alguém a obrigou a vender crepe. Travamos uma conversa bem rápida, pedi um crepe de nutela, ela fez o crepe com uma cara mal-humorada, depois de pronto me entregou e eu paguei. Só que me atrapalhei e paguei 2€ ao invés de 3€. Ela me olhou séria e disse "3€!" em francês, eu entendi falei "pardon" e entreguei o restante. Aff! Ninguém merece! Vou logo avisando, ela fica no final da ladeira em direção a Igreja Sacré Cœur exatamente na esquina, à direita de quem está subindo. Não vá ou vá lá e dê 2€ ao invés de 3€ hihihihi...
Quando chegamos na Igreja, uns caras vieram em nossa direção e pediam o nosso dedo. Como somos escolados no Pelourinho, não sabíamos nem o que eles queriam e fomos logo dizendo "No, no, no!". Eles rapidamente desistiram da gente. Depois descobrimos a intenção deles, pois vimos eles fazendo nas mãos de outros turistas. Eles pedem o seu dedo, colocam um argolinha com umas fitinhas no seu dedo, traçam bem rápido essas fitinhas, que se transformam em um pulseirinha e depois tentam vender a pulseira para você. Depois ficamos sabendo por meu primo, que está estudando em Paris, que se você não paga, o cara diz "respeite o Senegal!" e chama os outros colegas dele para cobrar a grana de você. Que onda, né? Moral da história: nunca dê seu dedo sem saber para quê. (essa frase ficou meio esquisita, entendam como quiser, hehehe)
Depois de ultrapassar a "galera do Senegal", subimos a escadaria para ver a Igreja. Lá em cima tem uma vista muito bonita de Paris, entramos na Igreja rapidinho e depois voltamos para o ponto pegar o último ônibus para o passeio de barco.


Igreja Sacré Cœur (e as escadas, tem muito mais escadas
do que está aparecendo nessa foto)



Vista da Igreja Sacré Cœur

Descemos do ônibus e pegamos o barco. Na verdade não é um passeio guiado, é um barco para ir de um lugar para outro. Foi legal ver Paris do barco. Descemos perto do Louvre e fomos jantar. Jantamos em um restaurante francês em uma ruela, agora não lembro o nome da rua. Eles tem um esquema de almoço completo com entrada, prato principal e sobremesa. Nós pagamos 14€ cada um para ter tudo isso. É muita comida, já não tinha espaço para sobremesa. O garçom atendeu a gente bem, mas eu sentia um "quê" de irritação da parte dele, os franceses realmente não gostam de falar inglês. Depois do jantar, pegamos um metrô de volta (é sempre bom ter o mapa do metrô nas mãos) e fomos para a Torre Montparnasse, ver Paris de noite.


Eu no barco


Lu no barco


Vista do barco


Eu no restaurante francês


Lu no restaurante francês


Restaurante francês

Quando chegamos na Torre Montparnasse, compramos o ingresso lá mesmo (não lembro quanto foi) e subimos até o 56º andar. O elevador sobe tão rápido que você sente aquela mesma sensação nos ouvidos de quando o avião está decolando. No 56º andar, fomos para o terraço de escada. Foi tão lindo. A torre Eiffel estava brilhando, lindo, lindo! Deu para ver alguns lugares que a gente tinha conhecido só que agora de noite e com iluminação. De lá dá para ver Paris 360º. Foi massa! Eu recomendo!


Vista da Torre Montparnasse (Torre Eiffel brilhando)


Vista da Torre Montparnasse (Les Invalides em verde)


Depois desse dia cheio e intenso, voltamos para o hotel andando e dormimos vendo o US Open de tênis na TV.

6 comentários:

Vinicius disse...

Eita maravilha de passeio! :-)
O barco que vcs pegaram é o passeio no rio sena com o Bateau Mouche?
Abraços!!

Teea disse...

Oi Carol,
Que legal, mas tanta coisa em um dia só? Agora entendo porque prefiro lugares menores e mais sossegados, porque gosto tanto da praia... Se eu fosse para Paris, provavelmente sentaria nos cafés a maioria do tempo e iria visitar um lugar "turístico" em cada dia... olhe como sou preguiçosa :) e nesta sexta-feira estou ainda mais, a semana foi bem cansativa. Então se eu viajasse hoje, não poderia ser com agenda tão cheia :)
Beijos

Aparecida disse...

Carol, seu relato é deliciosamente detalhado. Fiz um caderninho qdo fui em 2002, mas imagine, as fotos foram de papel e até hoje não digitalizei e pus na web... projeto que iria fazercom m iha amiga Débora, companheira de viagem. Isto antes do blog...
Amei Paris, e andar de m trô, de ônibus e principalmente a pé é o que há de bom...
No museu Rodin, amei as esculturas da amante dele, Camile Claudel (eu acho que escreve assim).
Saudades e feliz por curtir a viagem com vcs. beijos
Cida

Mônica Paz disse...

Oi, que maratona, heim? Achei tudo maravilhoso.

A igreja que achei mais bonita foi a Igreja Sacré Cœur.

Achei os preços um tanto caro, não sei se é pq penso fazendo a conversão para Real... :-)

bj

Hugo Gondim disse...

Muito legal! Estou indo com minha esposa em outubro 2012... o blog foi uma boa prévia da viagem. Abs!

Isa Daher disse...

Olá Carol, achei seu blog por acaso, pesquisando sobre Paris. Amei a riqueza de detalhes com que você descreveu sua viagem. Me ajudou bastante, pois ainda estou elaborando meu roteiro dia a dia. Bjo e muitas viagens pra vocês :-)