quarta-feira, setembro 05, 2007

Viagem para Paris (1)

Na sexta-feira passada, 31.08, fomos para Paris. Ganhamos essas passagens em uma promoção da nossa academia. Nos preparamos para a viagem, peguei um guia de Paris na biblioteca, lemos algumas coisas sobre Paris na internet, escolhemos os pontos turísticos que iríamos visitar, etc.
Saímos de casa mais ou menos às 18h, entramos no avião às 20h10. A viagem foi tranquila, o único (e grande) problema foram as poltronas. Quando fizemos o check-in só tinha duas poltronas juntas na última fileira do avião, ou seja, perto do banheiro, praticamente na cauda do avião. Não podíamos reclinar as poltronas, foi muito desconfortável, não conseguimos dormir.
Descobri durante o vôo que a empresa aérea (Blue1), na qual estávamos viajando, não serve comida e nem bebida a bordo para baratear o preço das passagens. Lu sabia disso mas não tinha me contado, me desesperei por um segundo, porque, logo em seguida, ele me explicou como funciona. Eles oferecem um menu com alguns lanches e bebidas, você escolhe e paga na hora em dinheiro ou cartão de crédito. Ufa! Que alívio. Compramos 2 sanduíches e uma Coca-Cola. Deu para aguentar bem a viagem inteira. Enfim, para ir à Paris tudo é suportável.
Chegamos às 22h10 em Paris. No aeroporto começamos a procurar onde é a saída para o RER (tipo de trem usado para ir das regiões suburbanas para o centro de Paris ou vice-versa). Antes de ir para Paris vimos no site de transporte como ir de trem/metrô do Aeroporto Charles de Gaulle para o nosso hotel em Montparnasse. Esse site é bem simples de usar, você coloca o endereço de onde e para onde você vai, em seguida uma outra janela é aberta com os metrôs/trens que você deve pegar e as opções de horários disponíveis. Por isso, sabíamos que precisaríamos pegar o "RER B" e depois "M 4". Em pouco minutos, encontramos a "saída" do aeroporto, quer dizer, não era ainda a saída. Pegamos um trem interno dentro do aeroporto para só assim chegar na saída onde tem a estação do RER. Procuramos um lugar para comprar os tíquetes para o centro e encontramos um balcão de vendas. Pagamos no total 16,40€ por dois tíquetes. Não é preciso comprar outros tíquetes para o metrô, esses podem ser usados tanto no RER quanto no metrô. Pegamos o RER B e depois o metrô 4. Tudo tranquilo, o metrô é bem sinalizado, se você sabe qual direção você deseja ir, tudo fica fácil. Quando entramos no RER e no metrô, sentimos diferença com relação aos transportes daqui da Finlândia e de Paris. Em Paris os transportes são mais antigos e mais acabadinhos, são mais sujos, descuidados e as pessoas falam alto, isso não é nenhuma novidade, já que são coisas comuns de cidades grandes. No entanto, acreditem, já estamos descostumados. Aqui os trens são relativamente mais novos, limpos e quase não ouvimos as pessoas falarem. Podemos dizer que moramos em uma cidade pequena com infra-estrutura de cidade grande.
Chegamos em Montparnasse mais ou menos à meia-noite e começamos a nossa peregrinação para encontrar o nosso hotel. Não foi muito fácil, mas encontramos. O clima de Montparnasse à noite não é muito agradável. Na verdade não aconteceu nada com a gente, mas como estávamos em uma cidade grande de verdade, eu me sentia em alerta o tempo todo. Claro que Paris não se compara a Salvador ou Rio de Janeiro (cidades nas quais já morei), mas eu relembrei o que é andar à noite em uma cidade grande. Além disso, perto da Torre Montparnasse estava tendo algum evento, acho que era um festa ou show ou sei lá, todos que estavam perto da entrada eram muito esquisitos, olhavam para a gente de uma forma esquisita, enfim, é de assustar qualquer um que está indo pela primeira vez a uma cidade tão grande como Paris e não sabe como as pessoas se comportam.
Deixando isso de lado, encontramos o hotel e estávamos super cansados. Lu falou com o recepcionista em inglês que nós tínhamos uma reserva. O cara perguntou na lata: "Por que vocês chegaram a essa hora? Já ia cancelar a reserva de vocês". Nenhum "boa noite", nadinha. Lu respondeu que nós tínhamos chegado a pouco tempo em Paris e que tínhamos avisado a agência que vendeu a reserva que nós chegaríamos de noite. Ele não disse nada e depois entregou a chave do quarto. Pegamos a chave e Lu tentou abrir a porta, mas a chave não funcionava. Lu desceu e falou com o recepcionista. Ele riu e Lu falou "você deve saber de algum jeitinho para abrir a porta". Ele subiu com o sorriso no rosto, colocou a chave na porta, fez o jeitinho dele e a porta não abriu. Aí nós rimos dele, ha-ha-ha!!! Ele ficou todo sem graça e disse "é, você tem razão". Ele tentou mais algumas vezes, até que conseguiu e mostrou para Lu como tinha que fazer. Se um dia nós voltarmos em Paris, não fico nesse hotel de jeito nenhum e não recomendo para ninguém, só por causa desse recepcionista, que cara grosso! Então gravem esse nome Arcadie Montparnasse e nem passem perto da porta.
Deixamos as coisas no quarto e fomos comer alguma coisa na rua, eu não estava com muita fome mas Lu estava morto de fome. Saímos, andamos um pouco e encontramos um lugar que vendia sanduíche com batata frita, compramos um pois era grande e dava para nós dois numa boa. Voltamos para o hotel e dormimos.
Vou parando por aqui, senão esse post ficará gigante, amanhã eu conto como foi o segundo dia em Paris.

6 comentários:

Vinicius disse...

Hahahahahahaha! Me desculpa, mas não tive como não rir com o recepcionista! Vcs riram na cara dele foi? hahahahahaha! Muito bom! É isso aí.
Se vocês tivesse me avisado com antecedência eu ia trocar figurinhas com vocês de quando eu fiquei aí. Foi num hotel barato mas super bem localizado (uma quadra da Champs Elysees). Porém, pensando melhor... vocês não iam encontrar um recepcionista muito melhor, hauehauehauehauehaueha.

Au revoir!

Teea disse...

Carol, também ri muito com o recepcionista ;) Já espero saber como foi o atendimento em Paris em geral, pois muitas vezes ouvi historias que dão para entender que esse (o do recepcionista) é o caso normal. De qualquer jeito, já entendi que vocês se divertiram muito, pena que o tempo foi curto, né?
Desculpe por não ter respondido ao seu e-mail ainda, ontem de tarde fui a Hakkila/Vantaa (onde temos outro escritório e às vezes tenho reuniões lá) e hoje também o dia foi super corrido. Cheguei em casa agora, estou morta...
Beijos

Mauricio Vieira disse...

E Helsinki não é cidade grande?
Acho que vc tá acostumada com o povo pacato e robótico da Finlândia...

Sobre o hotel, heheh, que onda. Eu me supreenderia se não tivesse nenhum caso, já na chegada, com algum francês mal-educado. Almeidão contou umas boas aqui, hehehe.

Já vi as fotos no flickr. Bom, 2 dias não deve dar pra muita coisa mesmo :(

Aguardo a próxima postagem.

Beijos!

Mônica Paz disse...

Que chique!!!!!!

Espero que tenha curtido muuiiito pois vocês estão vivendo coisas maravilhosas.

Paris no momento é uma cidade do século XVIII, cenário de umas das minhas histórias vampirescas que estou lendo no momento rsrrrsrs :-)

bjs

Jorge Mendonça e papai disse...

Caroline

Como amigo do seu pai, estamos cobrando notícias da passagem do Lula por aí. Seu pai quer que você veja a possibilidade de você vender alcool brasileiro em finlandês prá finlandês.

André Lage disse...

Mas Carol, que pressao! 2 horas de viagem e vc nao pode ficar sem comer ou beber nada? rss Valeu pelo site de transporte, vai ser util quando eu passar por lah :)

Vedade.. Tem muitos vidros de metrô pinchados em Paris. Me dissream tb pra nao vacilar com carteira, mas eu tava lah de espinha mole soteropolitana e, ainda bem, foi de boa.

Tem muita gente em Paris que esquece que nós, turistas, estando injetando dinheiro na cidade e pais deles. Simplesmente, sao grossos! Aqui em Rennes na univ, qd fui fz a inscricao, eu nao tinha o diploma (pq os servidores d ufba estavam em greve) mas tinha uma carta q dizia q fui adimitido pela cooredenadora do curso do mestrado. A mulher me disse: "vc nao tem nada e quer tudo", mostrei-lhe uma declaracao de Frieda que fala q eu colei grau, e ela disse: "nao entendo espanhol", ai foi chocolate! Falei num tom sarcástico "fingindo" ser educado: portugues. Ela ficou sem graça (toma sacana!). Fiquei esperando com uma cara de "daqui nao saio sem minha inscricao qq coisa telefone pra coordenadora do curso", ela adiantou o lado dela e fez a minha inscricao na condicao de eu levar o diploma traduzido assim q o tiver e ela me dara a carterinha da universidade (muito util aqui!).

Xou ler mais de Paris.. :)