quarta-feira, abril 29, 2009

Muitas novidades

Faz muito tempo que não escrevo, vou tentar fazer um resumão do que aconteceu nesses dias/semanas. Vamos lá.
Acho que já faz um mês que eu estou como voluntária de um centro para idosos. Vou lá toda segunda-feira e quinta-feira para ajudar com o bingo e sexta-feira, quando tem "Tea Dance". Ajudo com algumas tarefas no computador, com a louça, corto o bolo e "tento" fazer o chá para o lanche no intervalo do bingo, digo "tento" porque tem que saber fazer chá, para não ficar fraco. Nunca fui muito de tomar chá, aqui estou começando a me acostumar a tomar chá e além disso, colocar leite, fica bom... o meu preferido é Chai com leite, muito bom! Parece um leite quente com canela, recomendo! As pessoas do centro são bem legais comigo, está sendo uma experiência muito boa e além de ajudar, pratico ainda mais o meu inglês.

No dia 13 de Março, fomos para Praga e ficamos até o dia 15 de Março. Praga é um cidade pequena e linda. Fiquei impressionada com a beleza do relógio astronômico, com a grandiosidade do Castelo de Praga e das sinagogas. Ficamos um pouco confusos com o valor das coisas por lá, 1 libra vale 30 Czech Koruna. Quando a gente foi tomar um café, tomamos um susto, imagine pagar 60 por um café, mas depois que fizemos a conversão, percebemos que era isso mesmo. :-)



Eu no Castelo de Praga


Relógio Astronômico


Sinagoga Klaus

Quando voltamos de Praga, ajudei a fazer um aniversário surpresa para Estela na nossa escola de inglês e no mesmo dia à noite, eu, Lu, Iwona e Estela fomos jantar em um restaurante espanhol em homenagem ao aniversário dela.

Por aqui, o clima tem melhorado bastante, tem dias que faz calor mesmo, é a primavera. Quando dá, a gente aproveita para sair e conhecer uma parte de Londres que a gente não tinha conhecido ainda: os parques. Já fizemos um piquenique no Hyde Park com Estela, Hannah, Mariana de Salvador, Mariana de BH e o namorado dela, Damien (o casal ficou hospedado aqui em casa por alguns dias, foi uma ótima companhia e com certeza da próxima vez que formos em Paris, iremos visitá-los) e mais uma galera amiga de Mariana&Damien. Outro dia de calor e sol, eu e Lu fomos no Holland Park e Kensighton Gardens. Ainda tem muitos outros parques para conhecer, acho que até o final desse verão vai dar para conhecer, pelo menos, os principais.



Piquenique no Hyde Park


Holland Park


Holland Park



Kyoto Garden no Holland Park


Kensington Gardens
Na semana santa recebemos Salete, mãe de Lu, aqui em Londres. Fomos para Amsterdam, as casas e os canais são lindos, andamos muito por lá e de tanto andar, fomos parar no Bairro da Luz Vermelha (Red Light District) sem querer. Lu ficou curioso e foi conferir as vitrines com as moças/senhoras se ofertando a luz do dia, é muito estranho. Mais curioso são os mictórios colocados no meio da rua e os postais um tanto quanto nojentos que são vendidos naquela região. Sem contar que em qualquer parte da cidade dá para sentir o cheiro da maconha no ar, não que isso seja um problema, mas é muito esquisito sentir o cheiro em qualquer hora do dia pelas ruas.
Visitamos o museu de Van Gogh e é claro que comemos muito por lá, foi legal sentar em um barzinho na rua perto dos canais, conversar e ficar vendo o movimento, me lembrou o nosso Pelourinho tranquilo sem aqueles vendedores. Enquanto andávamos percebemos que no centro de Amsterdam tem muitos restaurantes argentinos, de tanto ver e sentir o cheiro de churrasco, não conseguimos resistir, fomos em um e matamos nossa vontade de comer carne de verdade. Essa viagem foi maravilhosa para relaxar a cabeça, vamos voltar lá um dia pois dessa vez não deu tempo para ir no Rijksmuseum e nem na casa de Annie Frank.

Voltamos de Amsterdam e começamos a fazer a nossa mudança de apartamento. Salete nos ajudou muito. Eu e Salete fizemos a mudança com nossas malas, pois o nosso novo apartamento é perto do nosso antigo. No último dia de mudança, uma mala não resistiu e quebrou, pelo menos, quebrou perto do apartamento novo e não foi preciso carregar por tanto tempo. No fim de semana retrasado, dormimos pela primeira vez em nosso novo apartamento. Lu e os dois amigos do trabalho dele, Tommi e Johan fizeram duas viagens de taxi para trazer os restos das coisas que ficaram no apartamento antigo. Mariana chegou de manhã e nos ajudou a fazer o nosso primeiro almoço em nosso novo lar. Foi muito massa! Valeu pela ajuda de todos!


Mudando

Um dia depois da mudança, eu, Lu, Salete e Mariana fomos ao show de Ben Harper, foi bem animado e cansativo, ficamos em pé durante 4 horas, 2h esperando começar e 2h de show, da próxima vez vamos comprar os ingressos para assistirmos sentados. Conhecia poucas músicas dele, posso dizer que as músicas são muito boas daquelas de agitar multidões. :-)


Show do Ben Harper

Na segunda-feira retrasada, Salete voltou pro Brasil. É sempre bom quando Salete vem ficar aqui com a gente, a energia é sempre boa, em breve nos veremos de novo no Brasil.
Na mesma semana, eu, Lu e Estela fomos ao nosso primeiro musical: Mamma Mia! É bem parecido com o filme, o legal de ver ao vivo é sentir a vibração dos atores, as músicas são ótimas para dançar. Valeu a experiência! Pretendemos ir para outros musicais com certeza!

No domingo passado, eu e Lu fomos ao show de Vanessa da Mata. Ficamos pertíssimos dela, estávamos em pé grudados no palco. O show foi bem cheio, antes de entrar no Koko (lugar onde foi o show) ouvimos um cara dizer no celular "acabei de descobrir que o show é da vanessa da mata, tava achando que era a wanessa camargo, a filha de zézé", daí você pode imaginar o público que foi assistir. Eu e Lu cantamos todas as musicas na maior animação. O show foi de mais!


Show de Vanessa da Mata

Como está sendo bom morar aqui!! :-)

sábado, fevereiro 21, 2009

Ano Novo Chinês e outras coisinhas

Hoje li o blog de um grande amigo, Vini, sobre o Ano Novo Chinês e me dei conta que esqueci de comentar que eu e Lu fomos a comemoração do Ano Novo Chinês aqui.
O primeiro dia do Ano Chinês foi no dia 26 de Janeiro, segunda-feira. Me disseram que a comemoração do Ano Novo demora alguns dias, li no wikipedia que dura 15 dias, isso é que é comemorar Ano Novo, ganhou do nosso carnaval de Salvador! Aqui em Londres, na Chinatown, sempre tinha alguma coisa acontecendo por lá desde 26 de Janeiro, a festa principal foi no dia 1 de Fevereiro (domingo) e nós fomos lá para conferir. Fomos com Estela para Trafalgar Square e encontramos com Hannah, Mariana e Christina, que foi nossa professora na UFBA e hoje, nossa amiga. No meio da praça tinha um palco onde nós vimos danças chinesas, cantores, o dragão e o leão dançando, não ficamos até o fim pois estava muito frio e nevando, fomos almoçar. Depois do almoço, passamos na Chinatown para conhecer e estava muito bonita, toda enfeitada. Tiramos algumas fotos e voltamos para casa.

Ano Novo Chinês na Trafalgar Square

Christina e eu na Trafalgar Square

Chinatown

Chinatown

Eu e Lu na Chinatown

Um fim de semana após essa festa, Lu foi para Bruxelas para um congresso e no fim de semana seguinte ficamos em casa, porque estava me recuperando de uma laparoscopia. É isso mesmo, tive que fazer essa pequena cirurgia pois estava com um cisto no ovário e ele estava me causando muitas dores. Cada dia que passa me sinto melhor e muito feliz sem o cisto! :-)

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Neve em Londres

Hoje Lu me acordou, pediu para eu fechar os olhos e me levou até a janela. Quando eu abri os olhos tomei um susto... Olha só o que eu vi...





A nossa rua estava cheia de neve! Neve em Londres, sim!

A cidade está um caos, os ônibus pararam, as escolas fecharam, muitas pessoas não conseguiram ir para o trabalho, as linhas de metrô e trem foram interditadas, ou seja, só os carros estão circulando e com muito cuidado, já que os pneus não são para neve. Lu teve sorte, porque na sexta passada ele trouxe o computador do trabalho para casa, pois ele ia ao médico comigo hoje, segunda-feira. Se não fosse isso, ele não teria como trabalhar hoje (só se ele fosse para o escritório de táxi).
Por falar em táxi, tivemos que pegar um táxi para ir a consulta. Normalmente, a gente pega um ônibus direto, mas no caminho para o ponto do ônibus, descobrimos que não tinha ônibus nenhum. Fomos a estação de metrô/trem mais perto e ela estava fechada! Tivemos que ir de táxi. Não foi muito caro, a corrida de casa até o hospital foi 10 libras. Engraçado que a gente estava esperando que fosse uma fortuna, por causa da condição do dia, quando o taxista disse "ten pounds", eu e Lu ouvimos o "ten" como se fosse "cem" em português. Que loucura! Mas isso não durou muito, em poucos segundos, a gente entregou a nota de 10 pounds para o taxista e fomos felizes da vida para a consulta. :-)

Eu adoro neve! Fiquei tão feliz de ver neve de novo!



Pela previsão, sei que toda essa neve vai descongelar amanhã mesmo, mas vou ficar torcendo para nevar ainda mais nessa semana!! :-)

Abaixo fotos que tiramos hoje quando estávamos indo para consulta e quando voltamos de lá.









Veja mais notícias no site da BBC (nesse link tem um vídeo para vocês matarem a curiosidade):
http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/7864349.stm

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Faz tanto tempo...

Faz tanto tempo que não escrevo aqui. As aulas de inglês, a rotina, cansaço e as férias tomaram muito o meu tempo, agora vou *tentar* ser mais presente. Vou fazer um resumão desse último mês ausente.
Nosso dia-a-dia está o mesmo, eu ainda estou naquele mesmo curso de inglês e Lu, trabalhando. Talvez eu irei participar de um voluntariado com jovens desabrigados que irá começar em Fevereiro. Vamos torcer para que eles me chamem. :-)
No ano passado, no fim de semana antes de ir para o Brasil, fizemos um jantar aqui em casa e chamamos minhas duas amigas do curso de inglês: Estela e Hannah. Estela fez tortilha (batata + cebola + ovo) e Hannah trouxe Jwipo (ou Jipo, peixe com açúcar) para sobremesa. Foi uma experiência bem esquisita comer peixe doce, enfim tudo por novas experiências!


Estela (espanhola), eu e Hannah (coreana)


Jwipo


Tortilha

Em dezembro do ano passado, fomos almoçar em dois restaurantes brasileiros a quilo bem caseiros, um perto do trabalho de Lu e outro perto de casa a algumas estações de trem. O primeiro restaurante vende alguns ingredientes brasileiros, é claro que aproveitei para comprar um saquinho de pão de queijo. Na frente do segundo restaurante tem um mercadinho brasileiro, nesse encontramos quase todos os produtos brasileiros de carne ao guaraná. Foi tão bom comer feijoada nesses restaurantes sentindo o verdadeiro tempero brasileiro.
Fomos para o Rio de Janeiro no dia 15 de Dezembro e voltamos no dia 01 de Janeiro. Passamos Natal e o aniversário de Lu em Belo Horizonte com a família dele por parte de mãe, foi massa! Eita povo divertido! A virada de ano passamos com meus pais na Barra, Rio de Janeiro. Foi maravilhoso virar o ano na praia com meus pais e Yuri, tomamos até banho de mar com roupa e tudo. Como tínhamos só 15 dias no Brasil, decidimos ir só para duas cidades e por isso, infelizmente, não deu para passar em Salvador. Sentimos falta do acarajé, dos nossos grandes amigos e amigas, da família de Lu por parte de pai e de minha irmã. A surpresa boa foi o pai de Lu que veio de Salvador passar uma semana no Rio de Janeiro para encontrar com a gente. Ficamos tão felizes por ele ter vindo!
O clima tanto no Rio quanto em BH foi de muita chuva e pouquíssimos dias de sol, não foi dessa vez que peguei uma corzinha, quem sabe no final desse ano em Salvador? Quem sabe? :-)


28 anos de Lu em Belo Horizonte


Natal em BH


Tiago, irmão de Lu, e Lu em BH


Salete, mãe de Lu (em BH)


Lu e eu na Barra (RJ)


Meu irmão, meu pai, minha mãe e eu
na virada do ano, Barra (RJ)



Lu e eu na virada do ano, Barra (RJ)

Do dia que voltamos do Brasil até hoje, fizemos muitas coisas. Fomos para uma boate junto com Mariana, um casal de portugueses amigos dela, Cátia e João, e Ana Paula, paulista também amiga de Mariana. Dançamos muito! Eu e Lu não somos muito de sair de noite, mas foi uma noite muito divertida. Não sei se repetiríamos, tem muita gente insana lá dentro e mal dá para conversar. Enfim, foi legal para dançar, fazia tanto tempo que não saiamos para dançar.
Em um outro fim de semana, fomos no Museu Nacional e depois no cinema. No museu foi impressionante ver de perto a Pedra da Rosetta, as múmias e o Parthenon. No cinema vimos uma comédia bem bobinha "Bride Wars", um filme estilo sessão da tarde, sem conteúdo.
No sábado passado, fomos ao Trafalgar Square. O dia não estava tão frio, estava ótimo para caminhar. Entramos na National Gallery e vimos os quadros de Leonardo da Vinci, Michelangelo, Monet, Cézanne, Van Gogh, entre muitos outros, e depois seguimos para Admiralty Arch, The Mall e St James Park. Foi massa! Estela e Hannah foram com a gente.
Em Londres ainda temos muitos outros lugares para visitar, até agora gostei de todos que visitamos, as paisagens e as arquiteturas dos prédios são impressionantes e devem ficar mais bonitas na primavera e no verão. Ah! Vou tentar arranjar um tempinho para contar um pouco da história desses lugares que visitamos. Até o próximo post!

Obs: tem mais fotos lá no flickr...

terça-feira, dezembro 02, 2008

Do finlandês para o inglês

Desde o dia 11 de Novembro, estou no curso de inglês, comecei no nível intermediário, graças aqueles ao colégio que fiz em Salvador aprendendo a mesma coisa todo o ano, o que é o verbo "to be" e como conjugá-lo no presente e no passado, graças também ao vestibular e aos anos na faculdade de computação que me obrigou a ler em inglês e por isso meu vocabulário aumentou um pouco mais, e claro ao período que moramos na Finlândia, ouvindo inglês na TV e nos filmes ou quando encontrávamos para nossa sorte e salvação algum finlandês que falava inglês, o inglês soava como algo divino.
O curso que estou fazendo usa um método chamado Callan. Eles dizem que aprendemos inglês 4 vezes mais rápido do que nos cursos das outras escolas. Eu acho que para quem não fala nadinha, realmente eu concordo, deve aprender mais rápido mesmo, mas para quem já fala alguma coisa, é um curso bom para acostumar o ouvido com inglês britânico, escrever e falar razoavelmente. Nesse caso, não faz muito sentido dizer que aprendemos 4 vezes mais rápido. Sei lá. Não entendo de onde eles tiraram esse número, de qualquer jeito, isso não importa, o que importa é se o curso acrescenta alguma coisa ou não acrescenta nada para o aluno. Só fazendo para saber.
A principal característica desse método é a repetição. Todo dia vou para o curso e fico lá durante 3 horas. Nessas 3 horas, temos 3 aulas cada aula com um(a) professor(a) diferente, cada professor tem 50 min (10 min de ditado + 10 min de leitura + 30 min de perguntas e respostas, a duração dessas atividades é aproximada, depende de cada professor), entre duas primeiras aulas e as duas últimas temos 10 min de intervalo. As perguntas, a leitura e o ditado ficam indo e voltando, em um dia ouvimos perguntas, respondemos e escrevemos sobre diferentes partes/temas do livro. Além disso, em cada aula aprendemos algumas palavras novas. Os professores são britânicos e explicam as novas palavras em inglês. Toda aula eu aprendo alguma coisa nova, presto atenção também na gramática e como as frases estão estruturadas.
Todo dia saio do curso caminhando com uma amiga do curso, Estela, ela é espanhola e percebo que às vezes uso algumas frases do curso como base para as nossas conversas. Por isso, acho que o curso está me ajudando bastante.
Nesse curso a gente sempre fala, sempre temos a vez para responder as perguntas. As aulas ficam mais legais quando o professor sai um pouco do livro, conversa com a gente e deixa a gente usar as nossas próprias respostas.
O livro que usamos é antigo foi publicado em 1960 e como existem muitas escolas usando esse método durante muito tempo, eles dizem que fica difícil atualizar todos os livros com suas respectivas traduções e enviar depois para todas as escolas. Não acho que isso é um motivo, mas não quero discutir isso, deixa para lá, eles sabem o que fazem. Por isso, às vezes, a gente se depara com assuntos sobre guerra, batalhas, navios, soldados e outros assuntos bem ultrapassados. A última pergunta esquisita que ouvi na sala foi "Which do you think it's worse to lose, a leg or an arm?", que pergunta, né? Quando vou falar sobre isso com alguém? Que assunto mais mórbido! No entanto, por mais absurda que seja, nós temos que responder e a resposta para essa pergunta é "I think it's worse to lose a leg, because we can do most things with only one arm, but we can't walk very well with only one leg". Se você achar que o melhor é não perder nem um nem outro, para alguns professores você não poderá responder isso, pois tem professores que seguem o livro a risca, então para essa pergunta você só pode responder que o pior é perder uma perna, se você responder outra coisa, o professor diz enfaticamente "a leg is worse". Ainda bem que temos outros professores que não são tão rigorosos e até tiram sarro dessas perguntas malucas. :-)
O engraçado desse método é que às vezes quando não sabemos o que a pergunta significa, consequentemente, não sabemos se é para concordar ou discordar ou completar a resposta com algo mais, então, às vezes, o aluno da vez diz "no...??" e o professor fala "yes..." ou deixa passar e lá no meio da frase o aluno descobre que era para ser "yes", e na maioria das vezes, o aluno dá um sorrizinho e repete a frase toda de novo só que agora afirmando. Outra coisa engraçada é quando não sabemos o que estamos dizendo, não temos a mínima noção qual é o significado de uma palavra ou como se escrever, nenhuma referência e temos que falar mesmo sem saber. Vem aquele som que não sabemos o que é, nem como escreve e nem como se fala, a boca fica meio mole, tentando acompanhar a forma como a boca do professor mexe. É muito engraçado, sai cada coisa, me sinto uma criança aprendendo a falar. hehehe...
Me divirto também com o ditado, principalmente, a primeira vez que fiz o ditado foi muito engraçado. Para cada frase o professor fala 2 ou 3 vezes, já tinha escrito 3 frases tranquilamente quando veio esta frase: "Where inside a building and came here because outside", entenderam alguma coisa? Nem eu. Eu ouvi isso, quando comecei a escrever pensei (achando que estava abafando) "começou com 'where' deve ser uma pergunta", só que depois não apareceu nenhum verbo, pensei já dando risada comigo mesma "escutei errado, agora vou até o fim e depois vejo o que eu errei", aí escrevi essa frase completamente sem sentido. A frase correta era: We're inside a building and can hear the cars outside (tudo isso com um forte sotaque britânico). Muito louco, né? O que me tranquiliza é que só errei uma frase inteira assim no meu primeiro ditado, então está tudo bem. :-)
Enfim, o curso está sendo bem legal. Tenho conversado bastante nos intervalos das aulas e com isso, estou conseguindo soltar mais o inglês. Estou mais confiante para fazer algumas coisas sozinha, consigo perguntar coisas básicas, na medida do possível, estou me virando bem. Talvez mais para frente, se eu achar necessário, procure outro curso que tenha mais teoria do que esse. Por enquanto vou ficando nesse curso e estudando gramática nos livros.
Voltando a Finlândia, também tenho que agradecer muito ao tempo que fiquei estudando finlandês e tentando me comunicar. Hoje por causa do finlandês sei como devo estudar um idioma completamente novo, não me atrapalho quando uso pronome possessivo ou adjetivo, sei que sempre vem na frente, e muitas outras coisas que nem sei de fato, mas que fizeram meu cérebro trabalhar muito para aprender a pensar usando todas aquelas declinações. However, I am so happy because I am studying and speaking a language easier than finnish. Ebaaa! (finlandeses, perdoem minha sinceridade) :-)
Já escrevi demais, até o próximo post!
Maybe I'll write my next post in english, hã? Até parece... hehehehehe...

terça-feira, novembro 11, 2008

Agora em Londres

Chegamos em Londres!!!


Nossa mudança

No final dessa semana vai fazer 1 mês que estamos em Londres. Nossa viagem foi bem tranquila. Mariana, uma amiga de Salvador, foi no aeroporto receber a gente (Mariana é uma pessoa alto-astral, foi muito bom encontrar com ela, nos fez muito bem, fez uma grande diferença) e depois fomos para nosso apartamento de metrô. Quando chegamos em casa, uma pessoa da relocação estava esperando a gente para entregar o apartamento e algumas comidinhas que eles compraram pra gente. Nossas caixas que tínhamos mandado uma semana antes já tinham chegado e estavam do lado da nossa porta. Impressionante! Alguns dias depois chegaram as outras caixas restantes. Tinham dito pra gente que ia demorar 10 dias para chegar em Londres, foi uma boa surpresa. Começamos com o pé direito!
Nesse primeiros dias, Londres me lembrou muito o Brasil com todas aquelas burocracias. Digo isso porque para conseguir ter acesso a internet em casa, a gente precisava ter primeiro uma conta no banco e uma linha de telefone. A conta do banco demorou mais ou menos uma semana e meia, incluindo os dias que ficamos reunindo todos os documentos necessários para abrir a conta, mais uma semana para o telefone e enfim, na última sexta-feira a nossa conta de internet foi ativada. O lado positivo disso tudo foi que tivemos sorte e tudo correu dentro (ou até mais rápido) dos prazos que estávamos esperando.
Quando estávamos sem internet, me virava com os cybercafés e com a biblioteca do nosso bairro. Era tão desconfortável sair de casa, ir para lá, ficar no máximo 2 horas (até a biblioteca fechar) e voltar pra casa. Esses dias de abstinência de internet, me mostraram como é difícil ficar sem internet em casa. Por exemplo, para ver o horário do metrô/ônibus, como chegar em algum lugar, recarregar o celular, recarregar o cartão do metrô, procurar se tem aquela loja de eletrodomésticos perto de nossa casa, procurar emprego/voluntariado e outras coisas, ficava tão difícil fazer tudo isso em somente 2 horas de internet. Todo dia eu ficava meia hora lendo e respondendo emails, o resto do tempo (1h30) procurava por trabalhos voluntários e, quando achava, tinha que preencher formulários e mais formulários, lá iam minhas 2 horinhas.
De qualquer jeito, valeu a experiência, espero que nunca mais precise passar por isso. :-)
Nesse quase um mês de Londres, posso me arriscar a dizer que morar aqui está sendo muito legal. Falar inglês, conseguir ler a maior parte dos anúncios nas ruas, das notícias dos jornais, dos rótulos das comidas, das sinopses atrás dos DVD, entender o que é dito na TV, tudo isso é, realmente, maravilhoso!
As pessoas por aqui me pareceram alegres e mais falantes, nas ruas é muito comum ouvir idiomas completamente diferentes. Aqui você só fica em casa se quiser, tem muitas coisas para fazer e ver nos museus, mercados e bairros. Vou fazer um resumão do que já fizemos por aqui. No primeiro fim de semana fomos ver o Palácio de Buckingham, o Big Ben e passamos rapidamente pela Oxford Street. No segundo fim de semana fomos ao Tate Modern (museu de arte moderna, um detalhe: estava me preparando para abrir a sombrinha para sair do Tate, quando vi FHC, tomei o maior susto e falei sem respirar "Lu, Itamar Franco ali, olha!", Lu olhou e disse "Que Itamar Franco nada, é o FHC", que vergonha... tomara que ele não tenha ouvido...eu sempre confundo os dois, deve ser por causa do topete, hehehe... :-) ) e no terceiro fomos ao Museu Natural, ao show de Muntu Valdo, Danilo Perez e Richard Bona. Fizemos um almoço aqui em casa e convidamos Mariana e Julia. Conhecemos Mariana em Salvador, ela é amiga de Lia, outra grande amiga soteropolitana. Julia é prima de Mariana de Portugal. O nosso almoço foi muito bom, fiz aquela torta de espinafre de sempre, para não correr o risco de fazer algo bizarro. Ficou uma delícia! Depois vimos o filme "The Hapenning", não gostei, pois tinha muita gente morrendo de diferentes formas, um horror! Voltando ao almoço, foi massa recebê-las aqui, elas são pessoas muito legais, com certeza teremos outros encontros!
No último fim de semana fomos ao show de jazz do Bosco D'Oliveira (de graça) e ao mercado aberto na Portobello Road. Deu para perceber que é difícil ficar em casa e ainda temos muitos outros lugares para ir. Ebaa! :-)


Eu ao lado do ônibus e da cabine britânica (foto clássica)


Lu e o Big Ben (foto clássica)


No Tate Modern

O clima por aqui está bem frio, para piorar Londres é um lugar muito úmido e venta demais, então dá para imaginar o frio que fica. Já tirei do armário os nossos casacos de inverno. De vez em quando temos dias com sol, mas a maioria dos dias o céu fica coberto de nuvens, mas não chove muito, fica caindo aquela chuvinha fraquinha que você não sabe se abre o guarda-chuva ou se aguenta mais um pouquinho porque já está perto de casa. Nessa de aguentar mais um pouquinho, eu e Lu ficamos doentes, Lu já está melhor, eu ainda estou me recuperando, mas já estou me sentindo bem.


Dia de sol no outono londrino

Lu está muito bem no trabalho, todo dia enfrenta 50 minutos de metro para chegar no trabalho, mas está adorando ir para o escritório encontrar com os colegas de trabalho. Eu estou no curso de conversação em inglês. Nos primeiros dias estava procurando por trabalhos voluntários, mas depois de conversar com Mariana e muito com Lu, decidi procurar por emprego em escritório e ver no que dá, quem sabe alguém se interessa e me contrata?
Tenho muitas coisas para contar daqui de Londres, mas vou contando aos pouquinhos quando eu tiver tempo durante o dia. Até o próximo post!

Obs: Tem mais fotos lá no Flickr de Lu.

domingo, outubro 26, 2008

Mudança para Londres

É isso mesmo, no final dessa semana nos mudaremos para Londres! Êêêêêêêê! Encontramos um apartamento para morar em Londres e já estamos com as passagens compradas.
Ainda não estou acreditando, acho que só vai cair a ficha mesmo quando chegarmos em Londres com nossas malas. Não vou mentir, que depois de ver as malas prontas já estou começando a ficar ansiosa com o nosso futuro em Londres.

Enquanto a viagem não chega, na próxima semana iremos visitar alguns amigos, arrumar as nossas malas, mandar as nossas caixas para Londres pelo correio e resolver algumas pendências, vai ser uma semana bastante cheia.

As despedidas começaram ontem. Encontramos com alguns amigos e amigas em um restaurante em Helsinki (abaixo coloquei algumas fotos). O almoço foi muito bom, foi legal reencontrar todos e um pouco triste despedir deles também. Valeu a todos que foram! À noite eu e Lu fomos a um show de forró com Sanna. Engraçado que quando chegamos aqui na Finlândia, Sanna também nos levou para o show dessa mesma banda de forró e agora que estamos nos mudando, tivemos a oportunidade de ver a mesma banda com Sanna novamente.
Falando em Sanna... ela foi uma das pessoas que iremos sentir muita falta, foi uma grande amiga mesmo, daquelas para todos os momentos, sensível, risonha, compreensível, metade finlandesa metade baiana... vou parar por aqui senão irei encharcar o computador de tanto chorar...
Sanna, vamos sentir muita saudade de você!


Eu


Lu


Eu e Sanna


Patrícia e Gustavo


Letícia


Rodrigo


Karla


Lu e Rodrigo


Jane


Rosinha

Da Finlândia vou levar comigo muitas lembranças: as amizades que fizemos aqui; a primeira vez que vi a neve; a escuridão do inverno; os pães feitos com cardemuma (as pullas); os morangos doces e vermelhos; a bebedeira dos finlandeses, principalmente, nas noites de sexta-feira e sábado; a fissura dos finlandeses pela sauna; o frio de -20 graus de doer o rosto e as orelhas; as comidas sem sal e saudáveis; o sistema de transporte organizado e eficiente; a segurança nas ruas em qualquer horário; o "kerrosateria" que eu pedia no Hesburger; as festas de carnaval nas ruas de Helsinki; a honestidade, tranquilidade e confiança finlandesa; o Vappu; o verão finlandês; as ilhas; os lagos e praias com terra e pedrinhas; o desfile do Papai Noel na Aleksanterinkatu; o gosto horrível, na minha opinião, do mämmi e do salmiakki; e muitas outras coisas que agora eu não lembro mas, querendo ou não, levarei para o resto da minha vida.

O mais legal de tudo isso é que nesses dois anos de Finlândia conhecemos muitas pessoas, com algumas pessoas fizemos festas, passeios, almoços, jantares, cafés, lanches e piqueniques e a partir desses encontros os laços de amizade foram se reforçando, compartilhamos nossas experiências de vida, nossos erros e acertos, e vejo que o resultado disso é que levo um pouquinho de cada um deles e deixo um pouquinho de mim também.

Que venha Londres!

quinta-feira, setembro 25, 2008

Mais animada

Depois de quase 5 meses de espera, fomos pegar o nosso visto no consulado do Reino Unido em Helsinki na quarta-feira passada. Estamos tão contentes!
Para mim, a espera foi muito difícil, pois não podia me comprometer com nada já que o visto poderia sair em qualquer momento. Pra Lu foi muito difícil engolir a enrolação do advogado, a péssima comunicação à distância, os dias angustiantes e noites sem dormir, mas por incrível que pareça ele ainda conseguia produzir muito no trabalho. Impressionte! Tenho que agradecer muito pelo apoio, paciência e carinho das nossas famílias, de nossos grandes amigos e, principalmente, de Lu, que esteve sempre do meu lado aturando as minhas variações repentinas de humor. Haja paciência. :-)
Agora estou voltando aos poucos a pensar no que eu quero fazer daqui pra frente em Londres, curso de inglês, trabalho e estudo. É tão bom voltar a pensar nessas coisas, me sinto muito mais animada.
Lu está super feliz também, não vê a hora de voltar a trabalhar em um escritório de verdade com colegas de verdade, "de carne e osso". :-)
A mudança vai demorar só mais um pouquinho pra acontecer de fato, mas agora sabemos que em breve até teremos uma data certa. Uau! Que avanço né?!
Lu fará uma viagem de trabalho em breve de mais ou menos 10 dias e quando ele voltar, pegamos nossas roupinhas e nossos trequinhos e nos mandamos. Claro que marcaremos alguma coisa para nos despedir de todo mundo daqui.
Ai...ai...não vejo a hora de mudar. :-P

Ninguém merece isso

Não sou de comentar esses tipos de coisa aqui no meu blog, mas estou tão indignada que não resisti.
Na última terça-feira um cara de 22 anos entrou em uma escola profissionalizante do interior da Finlândia, matou 10 pessoas e depois se matou. É triste ouvir isso aqui na Finlândia sabendo que a maioria dos finlandeses são simpáticos, calmos, honestos, calados, tem uma qualidade de vida maravilhosa, todos tem acesso a mesma educação escolar e acesso a um bom atendimento médico. Fica a pergunta de que vale isso tudo se a saúde mental das pessoas não está sendo levada à sério e o "não me incomode e eu não te incomodo" é tão comum por aqui. Já é a segunda vez aqui na Finlândia que uma pessoa entra em uma escola, atira em outras pessoas e depois se mata. Por que isso está acontecendo? Será porque eles tem "tudo" na mão? Será porque é fácil para eles conseguirem um bom emprego e ter uma vida tranquila? Pode ter uma parcela disso, pode ser uma doença de um povo rico, mas o que mais me chama atenção é que nas duas vezes eles deixaram na internet materiais que expressavam o ódio que eles sentiam em relação as pessoas ao redor deles. Eu vejo como um "por favor, me ajude" e ninguém levou à sério ou simplesmente o encaminhou para um psiquiatra ou avisou/conversou com a família.
No Brasil eu diria que é bem provável que ele tivesse uma família desestruturada ou uma infância complicada, mas e aqui? Será que vale o mesmo? Não saberemos, mas a atitude da família de não se meter na vida dos filhos pode (ou não) ter suas consequências. Vejo os finlandeses sozinhos cada um com seus conflitos. É comum ver nas ruas de Helsinki pré-adolescentes fumando e bebendo. Quando passo na estação de trem em Helsinki para ir pra casa, principalmente nos fim de semana à noite, vejo adolescentes sentados no chão conversando, fazendo nada, às vezes só calados olhando o movimento da estação. Fica a pergunta: onde está os pais dessas crianças (pra mim são crianças ainda)? Será que eles não tem outro lugar melhor para ficar e conversar?
A falta do que fazer em um país tão distante e isolado pode ter sido um motivo para esses dois meninos cometerem essas atrocidades? Será que isso é agravado no interior? Nunca morei no interior da Finlândia pra saber mas pode ter contribuído para o isolamento desses meninos que viram a internet como uma forma de dizer para o mundo "por favor, me ajude".
Claro que temos que levar em conta o fato que é fácil comprar arma aqui na Finlândia. Acho que isso se deve à cultura de caça reforçada de gerações em gerações finlandesas mas mesmo assim acho que a compra de armas tem que ser mais dificultada.
A Finlândia é um país pequeno, tem recursos e políticos honestos para fazer e acredito que os resultados de possíveis projetos e soluções implantadas agora serão sentidas pela sociedade em pouco tempo. Tomara que eles achem um caminho melhor para seguir e evitar que esse tipo de coisa não se repita, pois ninguém merece sofrer.

Artigo em inglês sobre esse caso no Helsingin Sanomat.

quinta-feira, agosto 21, 2008

Nosso visto e viagem para Bélgica

Na primeira semana de agosto, depois de passar por um estresse tamanho, resolvemos viajar para algum lugar. Sem pensar muito, compramos as passagens mais baratas no momento e assim, fomos à Bélgica.
Antes de contar como foi a viagem, vou contar como chegamos nesse "estresse" que me refiro.
Tudo começou quando o advogado contratado pela empresa que Lu trabalha disse que o nosso visto HSMP tinha sido aprovado, não lembro exatamente quando isso aconteceu, acho que foi, mais ou menos, 3 semanas antes de viajarmos. Ficamos radiantes, o visto finalmente tinha sido aprovado e já estava a caminho de Boston (foi pra lá porque o endereço que está no processo é o endereço do escritório do advogado que fica em Boston).
Na segunda semana, Lu perguntou ao advogado se ele tinha notícia da carta, ele respondeu que iria verificar o que tinha acontecido e propôs começar um novo processo de visto, chamado Tier 1. Esse visto Tier 1 entrou em vigor no final de Junho, substituindo o HSMP, é um visto mais descentralizado, os processos são avaliados nos consulados de cada país, por exemplo, se a gente tentar esse visto, nosso processo será avaliado aqui na Finlândia. Ele disse que o Tier 1 poderia sair mais rápido que o HSMP. Achamos essa proposta um tanto esquisita, como o processo todo do Tier 1 poderia ser mais rápido que o correio? Nesse momento optamos por esperar a carta de aprovação do HSMP.
Depois de 3 semanas sem notícias da carta, começamos a ficar preocupados, pois junto com a carta estavam todos os documentos originais que tínhamos enviado para Londres. É para preocupar mesmo, pois quem é brasileiro ou já morou no Brasil sabe como é complicado tirar segunda cópia dos documentos no Brasil, né? Três palavras resume o que eu quero dizer: burocracia, demora e grana. Para entender melhor o que estava acontecendo, Lu resolveu ligar para o Home Office (a secretaria de imigração britânica). Eles disseram que o nosso visto não tinha sido aprovado. Tomamos o maior susto e ficamos com muita raiva de tudo isso. Lu mandou um email para o chefe dele explicando o que tinha acontecido, eles marcaram um telefonema com o advogado para saber o que estava acontecendo de fato. O advogado não sabia explicar e disse que iria entrar em contato com o Home Office. Acho que agora dá para entender porque resolvemos viajar.
Viajamos no dia 2 de agosto e voltamos no dia 5, Lu pediu 2 dias de férias e o chefe dele na mesma hora liberou. Mesmo com esse estresse, conseguimos curtir a viagem, andamos muito por lá, visitamos cidades lindas, a viagem ótima e nos fez muito bem. Ficamos hospedados em Bruxelas, passamos o primeiro dia em Bruges (fica a uma hora de trem de Bruxelas, eu recomendo, é uma cidade linda, cheia de canais, é conhecida como a "Veneza do Norte", lá tem mais coisas para ver/fazer do que na capital Bruxelas), no segundo dia, fomos para Bruges e Damme (uma cidadezinha perto de Bruges) e no terceiro dia, ficamos em Bruxelas.
Lu comeu os mexilhões com batata frita, uma combinação um pouco estranha, né? É o que tinha de mais famoso por lá. Comemos wafles, que são realmente deliciosos e todo santo dia comemos batata-frita, não tinha como fugir, a maioria dos pratos vem acompanhados dessa coisa maravilhosa e gordurenta que só faz a gente engordar. Essa fixação dos belgas pelas batatas-fritas tem uma razão, elas surgiram na Bélgica, no entanto ficaram conhecidas em inglês como "french fries". Uma lenda diz que na primeira guerra mundial, o termo "french" foi dado por soldados ingleses ou americanos quando experimentaram esse tipo de batata na Bélgica. Eles deram esse adjetivo "french" às batatas porque os soldados belgas usavam o francês como idioma oficial. Veja só, que injustiça, elas deveriam ser chamadas de "belgian fries" e não "french fries". Nós, que falamos português, não precisamos nos preocupar com isso, já que chamamos de batata frita, totalmente imparcial, muito melhor, e assim, não cometemos nenhuma gafe. :-)


Wafle de chocolate (hummmm...)


Manneken Pis (famosa escultura
do menino fazendo xixi - Bruxelas)



Eu na Grand Place de Bruxelas


Lu em Bruges


As autênticas


Os mexilhões belgas


Damme


No passeio de barco em Bruges


Atomium, um átomo de ferro gigante (Bruxelas)

A situação atual do nosso visto é a seguinte: o advogado conseguiu falar com uma pessoa do Home Office que explicou que existiam 2 processos em nome de Lu, um, foi aberto logo no início e o outro, foi aberto depois que enviamos separadamente o teste de inglês. O processo com o teste de inglês foi aprovado e o outro não, por isso deu essa confusão toda. O Home Office disse que não tinha enviado os documentos de Lu pelo correio e irá emitir outra carta de aprovação do nosso visto HSMP e enviar direto para nosso endereço aqui na Finlândia. Depois de tudo esclarecido, decidimos tentar o Tier 1, já que não influenciará no processo do HSMP, enfim, não temos nada a perder. Na próxima semana, iremos para uma entrevista no consulado britânico em Helsinki para dar início ao novo processo de visto, agora Tier 1. Vamos ver no que dá.

Obs: Tem mais fotos da nossa viagem lá no Flickr.